tango trece
sórrateiro, invisível.
Posso estar
lendo seu
jornal
feito
papagaio
de pirata,
no metrô
e nem sequer
1 suspiro.
Você
não
per
ce
be
ria nada.
foi a terra reconquistada,
refém de exodos maravilhados
melancólica ilha imaginária.
Continente que é de borda
ibérico na península.
Ele
sempre
foi
mar,
meu
Portugal,
muito
mais
uma
nau.
- Pra sempre
navegar.
Sempre
preciso,
antes até
de Sebastião
indeciso.
Meu Portugal
púnico
não único,
vem do
Pré Portugal,
dos heróis
de Carta
go.
As terras
insulares
mais pra
África que
outros lares,
campos
rotas
tortuosas
e os
prados,
vagas
fortes
macias,
potente
vaga
roso
lar.
É onde
veio o
Judeu
juntar
com nati
vos ances
trais,
cele
braram
todas as
diásporas
com matri
mônios multi
culturais.
Casaram
com
Islã
sempre
sendo
infiel
a doce
musa
cristã.
Portugal
possui
senti
mento
saudoso
do gosto
da pele
misci
genada
pagã.
O DOCE E POBRE
PORTUGAL QUE AMO,
NÃO É MAREJADO
- É MARUJA HERÉTICA
SEGUIDORA DOS FARÓIS.
PERDIDOS NOS MARES
sobre
pujados,
que são
obscuros
agnósticos
iniciados.
Comerciantes
Incontestáveis
que a remotas
eras sonhavam
com um filho
tropical como
agora para
narrar seus
sonhos
saudosa
mente;
Cá estou
Aventureiros
desmedidos
imponente
vadio trans
bordo borda
grande mar
que é terra.
Sempre se avista
pórticos salgados
dos mares dos sonhos
correria dos fetos
pra onde olho vejo mulheres grávidas
pra onde elas olham nunca estou.
Se você me ligar antes de mais nada vou dizer já sei. Atravessarei tudo que estiver falando como escritor de monólogos. Vou reclamar isto era pra ser uma poesia. Vou refrescar sua memória de você mesmo
já que anda esquecida. Pessoa tragada pelas certezas que possui de vida, que vida? Você. Você?! Eu não, você.
pra onde não olho elas engravidam
pra onde elas nunca olham estou.
pepitas do mal (estudo sobre Goya)
E na rua se esconde à maneira poeta
errante nocivo frente a borda dos edifícios
farejando o tombar nos subúrbios das calçadas
corre ante luz tão baça tortura deliciosa
cospe espuma veneno puro odio
tenaz é pecado
transvalorante transparente
tri três vezes megistos máximo
O homem - frente à rapsódia da vida, 1 títere
fuma kiff no huka dourado
sono da morte o olvido perfeito
subterrâneo de mitos que jazem nos altares podres
antipunho despótico mas doente
ópio abnega a imensidão do que é sem contorno
nada iguala a tensão destes dias mancos,
como o momento furtacor que abranda oceanos
abre o cofre escondido no oriente
profética tribo das pupilas ardentes
manadas de demônios espíritos humilhados
com a vista viciada em tardias visões noturnas:
Frouxo é o arrependimento.
Sacerdote, profeta, rei e nada disso/tudo isso
ambrosia e néctar no vinho e no pão
se embriaga de sol feito um deserdado
devora tempo chuva trovão, mais que vendaval
sombras chamados não atendidos horror
suspira em dois pagamentos simples empacotado.
Vou dormir tempo que me resta.
papo 22
na vitrine que nunca teve razão de ser.
Falamos de crises. Tragetória conspiratória
pulsando invisibilidade. MATO - ME !
METO - MA ! As criaturas vem lendo livros errados,
Estão perdidos. Mas não a gente! Eu leio
livros da pulsação mesmo sem buscar êxtase
algum. Apenas mineirais em portas cerradas.
Palavras amigáveis, eles estranhos, elas circulantes.
Todos sorrindo. Uma dança em volta da fogueira.
Comia 1 hot dog sintomático com molho de profecia
e mostarda apocalíptica. Respondi pela acusação
do poste:
- Procuram nos envelhecer antes do tempo. Mandado!
passante
Mais vigor nú passeia
luz vaga brilho vaidade santa
cheio de fome sobe desmaiado
eixo da cidade está putrefato,
Venta cego selvagem
espanta folhas abatidas
afundamos a penumbra solidão
sob profunda calçada de concreto,
Você emudece Nós caminhamos
vai o expressionista sem teto
voa pesado sem cantar
seu capuz da K.K.K. em farrapos,
Caminha espremido entre muros
terra nivelando carne suturada do sexo
sem espaço pra explodir
diante da beira do meio,
Sussurra uivos nazis
espaços sem espaço - passante
escancara sua boca
seca a marquise
mas trinca logo depois,
esconde loucura a máscara
que protege tua cara carcomida
querendo ser fácil ser pessoa
fácil queria ser uma fácil pessoa.
UMA ODE ÀS FAMÍLIAS MAGNATAS DE SP !
o fato de saberem ser super heróis
infalíveis me aguça sabedoria
tragada de vocês.
SUAS VIDAS SÃO COMO QUADRINHOS
Seus rolls-royce motor cars
obras de arte modernistas o futurismo
de megalópole em suas contas
perfurmes contratos & idas a cassinos
apartamentos de temporadas
casas campestres animais premiados
posições políticas programas de t.v.
estações de rádio sobrenomes exóticos
Brasília de 15 em 15 dias sopas de crutácios
flores na lapela sobretudos bem cortados
lipo light bioplastia carboxiterapia phydias
manthus pele linda no verão incrível concentração
de renda caridades estampadas em colunas sociais
investimentos em toda américa latina canal do
panamá doha eventos culturais agendados
privatizações alta costura tolerância religiosa
partidas de tênis pescarias no araguaia gados
no paraguay jatinhos aulas de mergulho
e pesca submarina drenagem linfática
blefaroplastia rinoplastia dermolipéctomia
inventários heranças e tensões édipianas
festas de togas em casas grandes coloniais
famílias amigas sociedade e social antiquarios
boutiques em veludo escuro um mar de contas
galerias de arte
faisão cordeiro cervo javali ovas de peixe
amor pelo trabalho vinhedos em lorraine
caçadas vastos acervos culto ao apolíneo
visitas ao STF beijing 4 vezes ao ano
médicos judeus
professores russos
paisagistas orientais
jóias restaurantes magníficos o jet set
vanguardista tradicional inebriado !
Sempre apurados sobre
as questões contemporâneas acadêmicas
o frescor de um novo livro uma garrafa
de crémant de bordeaux uma pera macia
cruzeiros ilhas gregas costa da croácia
lagos suiços charutos cubanos jogos
dados rolando roleta fog londrino
black tie gel no cabelo perfeito penteado
anéis pulseiras brincos batom paris
na primavera NY antes do natal
bora bora nas núpicias amantes
em resorts top less em prainhas
desertas na bahia helicóptero
particular quadricículos
iate transoceânico escritórios
nas alturas amplas vistas
comerciais motocicletas de
colecionador amigos influentes
fazendas em goiás e no paranapanema
mosquetes napoleônicos adagas das ilhas baleares
espadas do periodo Kamakura
loucura euforia hapenings overdoses
em noites de delírios bacanais
dionisíacos arpas violinos
pré estréias esculturas
colunas dóricas reproduções
e originais matisses hokusais
modiglianis poloks rothkos
monets ou portinaris
fontes orquiídeas rococó
afrescos barrocos falcões
pianos de cauda chás beneficentes
jogos de polo punta del leste
campos de jordão são petersburgo
viena chamonix-mont-blanc
veleiro em ilha bela
e todo o resto o cotidiano
veloz e dinâmico.
Seus filhos brilhantes
conversas fantásticas
insights conceituais
tão gregos arrojados
clássicos neo clássicos
fazem moda em milão
aforismos sonetos
baladas boston san
francisco L.A. miami
no spring break todos
os primos digam a eles
que não se preucupem
tanto assim com a poesia
não precisam se expor
tanto, guarde-as
como lindos diários
vovó vai presentear
seus queridos netinhos
com cadernos sofisticados
acabamento de marfim.
Gostaria de louvar tudo em
uma grande talagada afim de
abarcar essa grandiloquência
social de barras douradas
o grande surto de Webber
não imaginaria seu parque
industrial potente como
um filho selvagem tropical
barras douradas visões platinadas
bolinhas de champagne
lágrimas nobres salões
sociedades douradas
dry martinis douradas
barras cofres inimagináveis
sistemas de segurança
muros cerca eletrificadas
cães treinados clarabóias
cursos de tiro e auto defesa
vicissitudes públicas
boa forma saúde
paladar bom gosto
iniciativa energia
hobbys brinquedinhos
wagner chopin jogging
totens ameríndios
animais empalhados
terracotas aztecas ...
Aterro
pouco apurado
pro papel
& a tinta
em movimento
parado diante
da baía
pouco importa.
só este gosto vago
de espuma que
chega pelo ar
& se perde.
mais um desatino
caixa de papelão
fita adesiva
mutilam meus esforços
plastico papelão & fita adesiva.
pereço diante da fúria de moira
é isso o destino
deuses brincam
com desatinos.
na orla dos bueiros
o mar se abriu
numa quarta
se expandiu e
o oceano ficou
pequeno como
1 globinho.
para pés
passos
ou pernadas
para nado
braçadas.
pra noite toda
intocada fumaça
que no diluvio
da mente:
se traga
ardente.
friedrich triste
aprendemos a ver
as coisas de
outro modo,
nós nos tornamos
modestos em tudo.
uns senhores falavam
da favela do morro da favela
e também falavam do pasmado.
do terreno da cidade de deus,
melhor localização de jacaré
paguá.
eles falam
e mais,
linha amarela
mario dantas
antigamente
as casas
pensavam no futuro?
quem, no futuro?
no fundo da cidade de deus
além daquelas casinhas
os apartamentos
mataram aquele lugar,
porque ali quando o bicho pega
meu filho
fica tudo parado.
o que ta rolando
é um pega pega
na c.d.d.
empurrando
estupidez nos
anúncios
estimulando
idiopatia nos
comerciais
acabando com o vigor
de um dia ensolarado.
onde vibram as notícias
se reviram os canteiros.
CRISE
PORQUE JÁ FOI DESVENDADO
O MISTÉRIO DO OTÁRIO INTERIOR
em um ato de bravura
supra humano à energia,
usando a cadeia onde
o prana foi ingerido
até o vício por devotos
da paciência bestial
quando a música das 3
sílabas atingiu portas
da percepção. num dia
de alvorada vermelha
e verde. o gênio humano
murmurou:
- UHG!?
e o que era trevas se incendiou
o que era mau sorriu de forma
decadente e o que era pesadelo
virou uma orgia boca
com dentes canibais.
se cruzavam os braços,
se abraçaram até quebrar
ossos membros bebendo
suor.
o mistério se consumiu,
porém;
o otário interior segue
está nos livros
nas páginas,
está de pé
sorrindo
ao teu
redor.
intro
influi
silencia
mas
não
cala.
tempo
passa
silêncio
pode
calar ?
a cabeça
pode ?
ja sei
a cabeça
não cala
o silêncio
não pode
e a morte ?
e a morte ?
uma canção
é o tempo
e a morte ?
se falo
da vida
é da morte
que falo
se penso
no tempo
é na morte
que penso
porque leio
porque compro
porque sonho
sempre a morte
bem viva
porque não
conheço
não mereço
não posso esconder
não posso discordar
destes monges
ou do próprio buda
na cara grande
tudo aqui passa
só quero saber
ainda vou ter esse medo
ou esse fascínio
dela o grande ideal
o maior espetáculo
a façanha da respiração
A MORTE que não deixa
o sétimo selo - a morte
espreita sem preconceitos
é sempre dela que tenho fome
e me desespero
porque pensem nisso
ela é pra todos
mesmo sem sabermos
ao certo
se a morte é vida
ou se a vida
é que é morte .
é tão solitário
vazio
pareço tão
doentio
é de sentir calafrios
se vamos todos morrer
se estamos todos mortos
se tudo é uma questão de tempo
e em fato de muito pouco tempo
porque fazemos as coisas desse jeito
quer dizer de que jeito as coisas são
eu penso na minha morte
e por isso quero cada vez mais
- o eterno na vida -
quero cada vez mais
descobrir se há o silencio
se há como calar a cabeça
se há como matar
essa cabeça
se há cabeça
depois da morte
ou se há morte
depois da morte
vida depois da vida
ou se há vida
depois da morte
da cabeça
ou se há cabeça .
invisível de se pensar
mais ainda contar calma.
o prazer é triste alegre
nesse blues fatídico santo
feito pra ser queimado
numa lata de lixo aqui
na introspecção.
pensando em borges
e se não estiver
com vontade de
expressar meus
sentimentos ?
de afirmar
qualquer
pensar ?
a coisa que
mais me
apavora,
é esquecer
de todas as
coisas.
mas o nome importa ?
o latido
lá de fora
atirado pela
janela
-fechada aberta-
que
importa ?
é sempre
o latido de
fora vindo
longínquo
& rouco.
derrete-me
o kaos
aquele eu
que também
ouve crianças
da janela.
logo essas
crianças me
ultrapassam &
transformam-se
em latido rouco
sem chorar
morte alguma
janela aberta
ou fechada
não importa
a diferença
no caso de
qualquer
fresta.
o latido
ao longe
a voz
de criança
ultrapassa
& me mata.
sem ao menos
encostar em mim
ou ainda - sem
desejar mal algum.
aos imortais
a realidade
sendo espinhosa
demais pro meu
grande caráter ;
um sonho
que não era
em tudo
um sonho.
cogumelos sombrios
& agora
era pra ser
um encontro
& agora
sei lá o que escrever
sei aqui o que escrevo
mergulhei no
mediterrâneo
de novo
sonhei estar na CHINA
esta noite cogumelos sombrios.
louca iludida cega humanidade
( p/ Henry Miller)
... mais uma vez
só este mês mais de cem
alguém me afirma
acho que você não tá bem
discutem
minha
aparência
incoerência
digo INCOERÊNCIA ?!
- se não me pareço bem -
to ótimo
sou ninguém
feliz
sim
feliz
não
mas mais além do que quis/fiz
nada NADA
é a primavera eu me lembro
& me lembro &
AAAAAAAAAAAHHHHH
ME LEMBRO ! faz quatro
ou cinco outonos:
eu flutuava num banco de pedra
vadiando na sombra a encantar
o farfalhar sinuoso das folhas secas
de..............um.....................bambuzal
que nunca quase
mais que sempre
absolutamente
para todos momentos
todos momentos os momentos
cumprirá a trilha sonora do meu
............................................escapismo .
SE LIGA !
a pergunta
é posta em
questão
quando
já se sabe
da resposta
estimam
a resposta
a questão
gira em torno
da sinceridade
na resposta que
é a pergunta certa
- e o erro -
é encontrar
com facilidade
e sem mistérios
qualquer solução.
bem vindo
fui
atropelado.
ao ouvir gritos de aviso
- mais pareciam de horror -
medo da morte
era tarde.
a colisão atingira meu corpo
& fui pelos ares direto pro chão.
orgulhoso
levantei
me parecendo
que o certo era esperar
fiz errado
agora sigo
no caminho dos não intocáveis
sujos em carne viva
& sabem disso.
PORQUE ASSASSINARAM LOUCOS !
vinhedos de sangue
lençóis suados
saliva de pólvora
foram matando
loucos & secando
lágrimas.
foram poucos
padecendo por
sinceridade de
vida esquecida
década por década
- geração à manía -
lúcida limpa
luminosa
inumana.
apesar de cantos
angústias minerais
o apito ensurdeceu
todos e o tato
tornou - se pálido
em clausura
evidente,
mortos vivos
ridicularizam
memórias
sonhos.
a poesia
desapareceu
simples;
até quando
o tinir
sufocará
retalhos
de solidão
não questiono.
sei que toda
maldição é
batida pelo
tempo pela
areia & vivo
a amar os
inimigos da
grande poesia
intraduzível
para postes
para pontes
fios & escolas
cassetetes
capacetes
telefones
relógios
bate papos
papais bundudos.
hoje minha
profunda
intocada
AAH ! - tristeza
vai contra
a beleza
de gesso
deixada
aos risos
sadios.
a tristeza
em mim
reflete
gozo
vida
ir ver
qual
prazer
de só
buscar
redenção
ferida
destes dias
de agora
esquecidos.
lamento feliz
herói das ruas
grande salvador
nosso maior orgulho
presente desejado
façanha do destino
amor infindável
música eterna
tempo espaço
& amenidade.
calor de abraços
durante bela dança
pois todos esperam
pelo potencial da vida
enquanto estiver sempre
nas nossas mãos que são tolas .
representando 2500 budas
numa rota desértica
no longínquo oriente
um remoto monge
seguindo sua visão
escavou em falésias
sobre o leito seco de
antigos cursos d'água .
tinha por ideal,
esculpir 1000 budas
nas paredes de argila
em posições auspiciosas
& mesmo contando
durante árduo labor
com a devoção de
tantos aprendizes,
há quem diga que
tudo isso é fruto da loucura.
toxicomania
& ele ao telefone
quanto mais cedo melhor
certidão de óbito original,
nada de cópias
isso não vem ao caso
oh Ana! aquela parada lá, tive vendo
realmente
isso não vem ao caso
escrevo blocos de papel
polidas pedras na chuva.
almoço à
luz de velas
vinho branco
gosto de
veneno.
sorvo doses de brutalidade,
toxicomania não me faz mal
mas não sou o bom exemplo.
iluminação na sombra
11:20 da manhã agora 11:21,
Rio de Janeiro
sol e comercio
dia em que
tudo está decidido.
O leme acordou
como sempre desperto
acordei escondido
sem querer acordo,
sei lá!
Não acordo
não quero me explicar,
gostaria que explicação
perdesse o prestigio!
Certa ocasião vivi uma intensidade
bastante leve e espontânea - sorri
pois testemunhei o tempo parar;
sem explicações!
Numa outra ocasião testemunhei a
revelação que havia pedido,
estava andando de camelo tranqüilo
não vou dar mais explicações.
A ocasião agora é esclarecedora
para todos os meus sentidos,
não se explica algo precioso,
erguem ruínas pelas cidades,
à vista dos homens,
construo vida nos meus versos.
Se é que são meus,
que são versos esses
afagos EGOMANÍACOS
à existência;
no meio disto tudo, o que leva,
leva a estrada, quero deitar
deixar meu corpo à sombra
encostar minha cabeça
alcançar a vista deste céu
que me admira enquanto
a vida por aqui respira.
MEU CERCO A STALINGRADO
AVE CÉSAR !
cuidaram dos vermelhos
cuidado comigo.
AVE MARIA DA RÚSSIA !
aves no céu, vôo recorrente
e sim - por favor
muito mais cerveja .
natureza morta
UH!
tu quebra a cara
mais do que
eu sou, mas
espero
[ cálculo de espuma
ou gosto do mar ]
acima de tudo
o instante louco
das lágrimas
deste ventre.
vou junto !
- você;
à morte ?
::alegria revisitada::
dentro da cabeça
matéria de fora
barco oceano
mar vento azul
crispas de horizonte
marinheiro a vela
centenas de aves
centenas de metros
céu sem limites
- estamos numa deriva
no mar dos sargaços.
fotos de agora
a pouco dez
centímetros
dois motoristas
a merda que o
cara fez saindo
cantando pneu
desembarque mochila
nas costas cidades
encantadas
ruas únicas principais
verdadeira zona
corrompendo
doutrinas doces
movimentos
dos quadris
transcendentais.
não.
ótimo dia
para se estar
melancólico
não fosse
alegria generosa
que aparece
como pequenas
notas dobradas
em papéis amarelados
o caráter forte
de quem cumpre
seu dever desbravado
com ternura
e batidas marciais .
silvos inúmeros
dos pássaros
desejando saúde
tudo correndo
como um rio
a luz a vida
a mente abraçando
qualquer vaga
lembrança calma.
ainda não
vai ser agora
respirar para
os lados e ouvir
diversas músicas
gorilas da planície
sonhos marroquinos
ventos do deserto
águas das montanhas
movimento de corpos
reflexo de gotas
leves caindo por
encostas selvagens
lobos do mato
arbustos espinhosos
flores que nascem
nas areias.
estar nas mãos e
corpo a corpo
a quem nos permite
rolar num abraço
pular num poço
dormir debaixo
de uma pedra
cheia encontrar
flores nos seus lugares
andar em trilhas
lágrimas palmas
palmas bater mãos
tocar seios molhar
tudo irrigar clarões
de céus rosados.
acordar durante
a tarde andar
por aí perceber
que está dormindo
e então andar por aí
fazer o que tem
que ser feito perceber
que estava dormindo
e depois de grande
esforço acordar e
andar por aí
sem fazer porra
nenhuma.
é foi o tempo de amigos
encostados nos carros
da esquina onde
a penumbra da luz
tremula saindo do poste
de concreto iluminando
menos que o olhar de
bandidos que passavam
encarando e na cabeça
de uma criança que
observava havia uma
chance em vida para
todos os homens de
encontrarem a fonte
inesgotável de amor
o pente interminável
de rajadas da criação
tiroteio de energia
virtuosa.
todas as noites que
aparecem nas tardes
e fogem das expectativas
todas as madrugadas sem
esperanças porque
aquele que espera
merece mesmo é ir
pra casa e dormir quieto
ou chorando dormir
calado sufocando debaixo
dos lençois sozinho
sem escolha sem carência
além da tua vida todo
resto do planeta respira
saliva e regurgita se
familiariza com a
trajetória sem
antecedentes
portanto não
se esqueça daquilo
não se lembre de
mim e mesmo assim
não passe por isso
e por tudo que
acontece e ou
possa não deixar
de acontecer e
mais ou tudo que
possa não acontecer
no cotidiano talvez
uma ida a praia ou
a prática de um esporte
ou a vontade de
colocar-se frente a
algo criado pelas
estações onde o
clima em uma cadeia
de acontecimentos de
inúmeras ordens
simultâneas extremamente
orgânicas e físicas que
fazem com que a
cada dia o sol ou a
lua não faça igual ao
que ela possa ter
feito antes em
relação a tua
posição parada ou
em movimento em
relação a algo para
fazer com que a
contemplação da
magnitude de tudo
que acontece
enquanto acontece
tudo contigo ou
que se foda não
aconteça nada
na TERRA.
a pessoa abre o
portão é colocaram
poste com relógio e
canta o motor
ronca combustão
cortaram o fio a
casa ficou sem
luz primo louco
cortaram a luz
dele e tinha mais
é que cortar
meteu o cadeado
só pra perturbar e
a empresa é goda
foi lá arrombou o
cadeado ele nem ta
mais morando por lá
- PROMOÇÃO
É PROMOÇÃO –
gritos nas ruas ao
lado um exército de
camelôs coluna bárbara
sedenta e fidelíssima
dinheiro é dinheiro
a gente faz um
descontinho vem
três vezes acho
que na quarta ela
compra ou não os
miolos dela voaram
pelos ares até
encontrar o chão
ela não pedia ajuda
foi buscar seu
casaco no asfalto
mataram um idoso
cuidado com aquela
esquina ela viu a
senhora esmagada o
ônibus arrasou com
tudo naturalmente
ela virou caiu e
foi isso o que
aconteceu.
todos a postos
atenção vai ser
dada a largada
confusão é fato
temporada de
caça safados
ganhando fortunas
na loteria paralela
teve um cardeal que
botou todo mundo
na roda e já
falaram que a
festa vai continuar
quebra quebra é
a proxima parada e
ainda falam que
por aqui que
existe sacanagem
mas é aqui ali em
todo lugar o mundo
faz parte do esquema
o povo tá esquentando
é uma vergonha coisa
de empresário agora
eu quero ver tá toda a
gente falando os
jornais todos fingem
dar importância e
a questão física é
mais importante
na Tunísia tem um
brasileiro fugido
é coisa de maluco
em qualquer lugar
do mundo é .
antes de dormir
tranquilo não se
pode derrotar o
que não faz parte
nunca ninguém me
perguntou sobre nada
mesmo e nem pra
você perguntaram
ninguém te pergunta
se você concorda com
alguma coisa me
apertaram as bolas e
meu pau mesmo assim
na cara dura eu tava
em frente ao fornalha
ali perto da P.J. na
calçada ela virou para
trás mostrou os dentes
a língua e eu longe
de estar sem graça
pensava que o vício
é amigo de amigos
é conversa fiada
tocam o meu coração
eu to bem querendo
um pouco de contato
me lembro e não tremo
sei que o caminho é
longo as vezes eu
tento imginar como
pode estar tudo por lá.
bom dia ela me
disse eu ia perguntar
se era com sanfona
ela disse meu marido
prefere com sanfona
na hora pensei que
prefiro o bandoneon
e que também amo a
sanfona mas ninguém
me perguntou nada!
OLHA A CHUVA! isso
me deixa satisfeito
ninguém nada mesmo
me perguntou embora
eu queira tango sonho
ouvindo lamentos
apaixonados.
o corpo como os
sons de saltos tocando
o chão e o apito do
guarda o olhar na
vitrine o som do pneu
na água a poça suja
lavando as intenções
sonhos de avatares
pitorescos buzinas fora
de ritmo vozes desafinadas
dos que passam sem
controlar as mentes
difusas que esbarram
entre si com guarda
chuvas em eus rasos e
vesgos que sofrem de
pressa quando na real
a perfeição rola e se mija
por toda essa
ignorância agitada.
AH !!!!! existe o
terno e a gravata
existe a rainha
da inglaterra
existe uma etnia
temida por todos na
África existe a
cordilheira dos andes
histórias infantis
existe ecos no meu
pensamento ela espirrou e
ninguém gritou SAÚDE
para cada lugar existe um
enigma a ser decifrado
existem rios sagrados no
mundo e quantas praias
que ainda irei contemplar
narcóticos e homens e a
vida que se faz durante a
noite fria.
junkies correndo atrás
na fissura impulso oceânico
da minha mente os olhos
formando vagas a expressão
em formas de rochedos
e o coração uma
caverna com espumas
salinas - os mutilados
os fortes os velhos
os belos os tesouros
as minas terrestres
as aventuras heróis
vilões a antiguidade
e essa era lanches
e chás que expandem
a consciência a
esquizofrenia
que assusta e revela e
salva e mata a palavra
justiça a lei dos homens
as idéias dos homens a
cadeira elétrica a árvore
de natal o homem
bomba governantes o
voto o corte da navalha
sorriso de uma criança
o abraço de um pai.
olha lá a cara dele
é de cana ele
tem cara de cana
num tem ? joga a
caixa vem joga larga
tem uma no canto
ele veio da rua pegou
as caixas de papelão
que é o negócio dele
pegou a última caixa
com sua camisa enfeitada
agradeceu e foi embora
sem embaraço aquele
cara poderia ser o salvador
dos sonhos caso não
tivesse que alimentar
seis bocas em casa
caso tivesse mais tempo
ele é o evangelho louco
e todos os poros do
seu corpo eclodem o
amor existente nos
corpos dos homens
ele puxa o carro de
burro pesado repleto
de papelão pela chuva
fina entre o barulho do
diesel no motor de um
caminhão acelerando
ele ultrapassa andaimes
outros esperam para
atravessar a rua outros
limpam postes com cartazes
de ciganos ou de compra
e venda de ouro porém
a moeda do cara é o
papelão e ele devagar
vai com seus passos
iluminados.
ao anti crônica
valente que anda com
hora marcada os que
caminham por esta
terra acampada pelo
mercado das ruas onde
tan tans atravessam
espíritos você que
esbarrou nela joga
minha energia faz com
que brilhe mente a
ponto de causar uma
dor por não saber o
que se pode fazer é
ótima a refeição dos
nossos dias tudo que
foi dito todas predições
na nossa cara
espantalhos choram nos
campanários porém eu
que ando pulo como
você não fico preso ao
solo às lágrimas estamos
vivos pulsando queremos
acabar com tudo isso
vamos inundar os cemitérios
que não param de crescer !! !
ouvi grilos no bueiro !
passei pedalando
& não estava só
parece brincadeira loucura
ilusão mas existe um
lugar chamado A TERRA
PROMETIDA eu ouvi
grilos no bueiro! passei
de bicicleta CUIDADO
COMIGO ! é demais tudo
isso eu grito para que
todos os que existem
até para os que escolheram
viver como estátuas de
cera com sorrisos de coluna
social com o nariz apontando a
abóbada celeste eu grito
que eu amo a vida em todos
vocês sem distinção crianças
sadias e loucas velhas
mal educadas todo o planeta
cabe no meu abraço
não vou me cansar disso
aqui ! posso até não ser
bom o bastante e isso
me alegra ainda mais eu
amo não ser bom o bastante
no olhar único do ser de
todas as pessoas que
vem e vão ééééééééé
essa noite vamos todos
fazer sexo fazer amor
vamos nos juntar aos
grilos numa serenata
eu eu sou nós vocês
todos da porra tudo
do orgasmo do solo
da luz da garoa fina.
presta atenção presto
pro fim pro não
pra preguiça ou pro
problema pra que
tremer tanto cuidado
prefiro praticar aprender
livre que prender assim
sózinho bandeira da nação
traição idéia de república
fabulosa invenção papel de
dinheiro papel de pão
cidadão ?! AH !!!!! faça - me
favor pra que tanta razão
gasta com tanta falta de
sentido de sentimento pra
que tanto esquecimento ?
prefiro pregar como um
prático o princípio
pragmático
em prol da libertação
da alma humana
alçando vôo no
interior da terra ar fogo
água é o composto alquimia
pacífica cor vermelha do
sangue borolento.
safados passaram a
investigação pra o ministério
público desse modo
safadeza canalhice o
fórum privilegia safados
políticos ladrões
tantos envolvidos em
comum acordo eles
passam o negócio e
assim lavam mãos
enchem barrigas
enquanto morrem homens
mulheres nas ruas que
são iluminados magros
é incrivel suas vibrações
andam ao lado de espíritos
superiores ou espíritos
superiores andam ao
lado deles ou eles são
tão iluminados e superiores
que são os próprios
espíritos e os espíritos
são eles aqui em carne e
osso nesta vida agora
até a morte é demais .
de pensar que a
realidade não diz
respeito às pesquisas
ainda existe voto de
cabresto churrasco
sacos de cesta básica
vinte pares de botinas
declarações debochadas.
contradição e conteúdo
pessoa é contra
outra contradiz
ética é interessante
discurso ponderações
meios fins e esse
é um modo quer dizer
existe modo existe
argumento existe o que
quiser existir tanto faz
razão pura prática simples
sobre complexa outra
forma mesma forma
básico livro a importância
o que você acharia
linguagem sorrisinhos
aparência filosofia
circo bobo palhaçada
sala de aula cadeira
tablado quadro negro
o véu da ilusão.
de saia verde pelo
reflexo do vidro
de capacete azul
uniforme sujo de
tinta de bolsa
vermelha camisa
rosa chapéu
laranja pulseira
tipo colômbia
reservas para quarta
feira sete doidos
sentados lado a
lado como se
estivessem no
puleiro outros de
pé conversando
aplaudiram a
garota feia que
passou andando e
sorrindo para eles.
história marginais
ao lado de verdadeiras
lendas sedados
em coma a dez
anos na areia
escaldante
do verão.
acabaram de subir
um balde com a
corda e um dois
apertaram o cigarro
numa boa todo
mundo fumou o
que quis e na festa
que rolou os mais
doidos eram eles
suas histórias são
as melhores os doidos
quando se dispersam
logo se reencontram
cheios de histórias
pra contar camisa
listada de manga
comprida - VIVA A
REVOLUÇÃO DO
LIBIDO PERDIDO
evocaremos a saudação
de um novo partido
os desiludidos unidos
que margeiam tudo
andar em brasas
procurar & destruir
estimular novos
neurônios tirar
fotos de ângulos
retos diretos no
agir de quem não
se engana PORQUE
quem se engana é
aquele que está
sempre certo.
onde quando porque
como tudo pode
acontecer assim o
corpo se espalha
deitado com o rosto
relaxado uma pessoa
por mais que seja
muito mais e nada
a mais por mais que
realmente possa provar
que é muito mais que
isso é uma só pessoa
eu estava no rosto
luzes sons radiantes
era tudo mesmo que
eu gostaria agora
sem passado ou futuro
tudo o que gostaria
agora um caminho
para seguir .
- o par de meias de lã
para pés femininos pés
pequenos e frios pés
macios e belos pés
de pernas macias e
belas pés do corpo
feminino macio belo
inteligente é foi na
noite passada. na noite
passada eu encontrei
um estado de espírito
que havia se desmantelado
com o tempo com o
caminho solitário
na noite sonhei durante
o sono coisas razas
fiz uma escolha simples o
simples me encontrou
enquanto voava durante
o sonho.
a porta está aberta
- na rua onde passam
milhares de encontros
a curva da pista que
faz o cruzamento
é movimentada e
a esquina é o
caos saindo da
placenta é
deus paranóico
entorpecido com
a mente repleta
de visões cada dia
é uma fuga em
massa da caverna
já to de saco cheio
deste despertar
se soltar de grilhões
logo de manhã pra
poder curtir a vida
só carpe diem pros
alforriados tudo
inicia termina se
expande nos sonhos
oxalá a noite que
chora a tarde que
sufoca agoniza a
manhã que redime
ou o contrário ou o
avesso ou o inverso
LIQUIDAÇÃO MALUCA !!
eu ia lá hoje mesmo
faz a festa essa noite
cumpre anos do filho
mais novo mais
velho filho do meio.
o bicho homem é
problema tem
uma frente fria
chegando acho
que ficará até o fim
de semana em todos
lugares do planeta
em todas ocasiões
por onde quer que
se olhe se observe.
na verdade não
me lembro direito
o que aconteceu
mesmo assim acho
que consegui alguma
coisa e de pensar
em tudo o que eu
passei estou passando
vou passar fico louco!
cheiro de churrascos
nas ruas na rodoviária
existe mais de vinte
churrasqueiros barulhentos
a filha da baiana comanda
os espetinhos na farofa
tudo na rua na calçada
continuo resistindo
forte vivo feito rocha
com uma precisão
matemática intuitiva a
vida te atropela e depois
ela continua se levanta
pra preparar a guarda
armas não salvam vidas
por falar em vidas não
vou perguntar por nada.
na praia quebra mar
em muros do ponto
onde todos estão aceitos
é deixa eu te contar
algo que sei sobre
essa hora que afunda
os espíritos deixa eu
te mostrar o que se
deve fazer para libertar
sua cabeça me deixa
a vontade para devorar
seu coração sorrir
com o teu sorriso
me deixa te ensinar
como se deve olhar
para as pessoas na
eternidade me dá
espaço para eu
mostrar o sorriso
nada é mais bonito
que afirmar que ama
tudo e que o
ato de bravura não
passa pela violência
AH NÃO !! eu gostaria
de mostrar pra vocês
gostaria de falar aos
seus ouvidos !
se fosse mais uma
segunda feira e o
mundo todo estivesse
atravessando a labuta
envenenada se fosse
uma segunda feira
terça não seria nada
domingo seria mais
uma desculpa e o
tempo estaria calculado
se hoje não fosse
segunda feira
ontem não teria nada
de domingo a praia
largas faixas de
areia as praias todas
lotadas estariam repletas
de vidas e existência
pois nada perderia seu
equilíbrio tudo estaria
no caminho das
pedras poemas.
dentro do carro
com verdadeiros
amigos já durante a
noite em um destes
dias velozes que
duram pra sempre
durante o retorno
destas vidas foi
quando avistei eu
mesmo fora dali em
outras épocas não
tão distante assim
tudo acontecendo
estava cada vez
mais distante daquilo
que um dia me trouxe
para perto da vista
que passava diante
do nariz eu fiquei
perplexo com a
impessoalidade da
distancia mesmo
cansado de sentir a
falta do que viví
mesmo tentando
impor os pés no
chão sabia como
ainda sei que
simultaneamente
eu vivendo naquela
noite de dentro do
carro ela vivendo
naquela noite onde
quer que fosse nós
dois à parte em
lugares diferentes não
importávamos pro
que acontece
com todos em qualquer
canto em qualquer
situação pois tudo
continuava na
cidade no campo
nas montanhas
florestas nas
profundezas no
alto nos sonhos
tudo era levado
continuamente
impossível e
foi assim que
retornei àquela
outra vida minha
deitada na grama
em meio as flores
caídas do
ipê amarelo.
todo dia de manhã
de tarde de noite
todo dia é eternidade
sempre as pessoas
andam param elas
nascem morrem
sempre na eternidade
os políticos roubam
na eternidade a
polícia oprime na
eternidade essa porra
de milícias fardadas
olhando atravessado
cheios de má intenção
e telepatia criminosa
e os bandidos vivem
na eternidade se
armam se matam
odeiam amam na
eternidade também
assim como o que
vem debaixo destas
ruas destes prédios
desta história política
sim tudo na eternidade
o país é uma idéia
o poder as grandes
cidades a capital o
campo as praias
desertas essa feira
livre este clima
tropical este calor
a retórica essa
energia que está
destruindo o planeta
todas as madrugadas
residem na eternidade
as idéias que perecem
entre os homens
lugares que continuam
depois que os corpos
dos homens perecem
estão na eternidade
VOCÊ mesmo que vive
a cada dia perece
cada dia e dança
eu que não existo
na eternidade
vivo e pereço nela.
homem lata
um.
ja perdi
o medo
de amar
até o c
humbo
& como
um pal
haço fu
turista
vejo o
milag
re na g
raxa .
dois.
o lixo
e o as
falto
coloc
o no
pedes
tal, in
condi
cional
mente,
& sem
perce
ber sa
io cada
vez m
enos d
e casa.
para-zita
paredes
& confir
mando
concr
etos en
latando
meu am
or pelo
cimen
to & fer
rugem.a
dorando
coisas err
adas ape
nas porq
ue tudo
é tão do
coletivo .
..terceiro devaneio..
a vida uma vez dada
não pode durar para sempre
a vida da vez dadá
cospe & baba inutilmente
aqui não sei como não estão
asiáticos numa praia nervosos
perfilados há cinco séculos
novamente o super sendo caçado
quem resitiu a tantas pode resistir
o acusado nada tem a declarar
idoso indócil atrás do arbusto
opaco entre os dois exércitos
sem espanto natural a tiracolo
no momento desesperador único
que precede outra batalha.
::poética política nacional::
APOLOGIA A LOUCURA
Apito caos na compulsão.
Deus! Teu objeto.
Quero criar como senhor.
Mesmo que mate-o.
Falso pastor.
Com requintes de crueldade.
Imitando-o. Amando-o.
tango!
derrubam
prateleiras
vigorosamente,
mesmo em lances de desalinho,
não falta vapor
passos,
penteados exatos .
pele
percorrendo pelas costas
nas gavetas do omoplata à mostra
queimadas de sol e sombra .
sinta santo
o verso se impõe instantâneo
numa dinâmica matemática
antemão ao plasma sanguíneo.
transborda movimento
tão extravagante &
cheio de sentimento
o mergulho da entidade
poética apalermada
com o trêmulo suspiro
da cidade grande.
na calçada o tecido sutil
foi pisado - a lingua secou.
um fóssil de poema
esconde - se nas entranhas
do estômago daquele
velho corpo cortado.
um bairro é uma memória
ruas & pontos de ônibus
redes de esgoto
oráculos imaculados.
até do cinza
a lição reflete.
aposentados
guardas gordos
pessoas verdes
traficantes amarelados
bichas (homens-mulheres)
turistas índios
angolanos enfermeiras &
putas de muleta.
todos eles querendo
ser santos.
morto no oceano índico
na profunda filosofia
nossa parcela
na inexistência
deste certo que é certo
corroendo o erro
pouco a pouco - naufraga .
quero coração
de mais uma juventude doentia .
porque o beletrismo, baby ?
em Copacabana
mas na beira do mar
o amor se exclama !
As manchetes causam mal estar
aos indicadores da capital
mas na beira do mar
o amor é festival !
Semana passada
acertei 3 dezenas
o jogo acumulou,
ontem acertei uma
nem sei quem ganhou.
Na beirinha do mar
amor é azarão
baby, por favor dê razão !
Eu quis surrar
o beletrismo
dar uma coça
na musa enciclopédica.
Me dê razão, baby.
Aproveita e dança.
Inventei o que
precisava matar;
esquartejar,
atração injetada
beleza arrombada
curra subcutânea
abissal: normal
porretear pessoas erradas ?
Resto
levando
o trote
ativo demais,
enquanto escuto
entocado
a farra,
o pagode oculto;
botando pra cavalgar
meu relincho interno
a noite toda pelo
resto da vida.
soneto dos mares através do tempo
refletidas do céu para espuma
e divididas pelo leme acima
guiavam frotas de madeira,
Certamente eram os sonhos
de um mel celestial imanente
a marreta mor dessa lógica
que impõe o pensamento .
A escrita das tabuletas mercantis,
a náutica dos poemas numéricos
calculavam vidas vindas venturas .
Sempre um épico de 78.000 versos
cunhado junto das nobres pedras,
peles de leopardo, argonautas e naus .
