copacabana amor mal resolvido

vazio não fere o vazio

Esfaimaram Musienko (PAREDECÍDIO)

prego
de
sobe
(die)
n
cia.
reta
rda
men
to
difi
cul
ta
.
MARTELO!

tango trece

Okupo prédio ninguém percebe
sórrateiro, invisível.

Posso estar
lendo seu
jornal

feito
papagaio
de pirata,

no metrô
e nem sequer
1 suspiro.

Você
não
per
ce
be
ria nada.
Meu Portugal nunca

foi a terra reconquistada,
refém de exodos maravilhados
melancólica ilha imaginária.
Continente que é de borda
ibérico na península.

Ele
sempre
foi
mar,
meu
Portugal,
muito
mais
uma
nau.

- Pra sempre
navegar.
Sempre
preciso,
antes até
de Sebastião

indeciso.



Meu Portugal
púnico

não único,
vem do
Pré Portugal,
dos heróis
de Carta

go.


As terras
insulares
mais pra
África que
outros lares,

campos


rotas
tortuosas
e os

prados,
vagas
fortes
macias,
potente
vaga
roso
lar.

É onde
veio o
Judeu
juntar
com nati
vos ances
trais,

cele
braram
todas as
diásporas
com matri
mônios multi
culturais.

Casaram
com
Islã
sempre
sendo
infiel
a doce
musa
cristã.

Portugal
possui
senti
mento
saudoso
do gosto
da pele
misci
genada
pagã.

O DOCE E POBRE
PORTUGAL QUE AMO,
NÃO É MAREJADO
- É MARUJA HERÉTICA
SEGUIDORA DOS FARÓIS.
PERDIDOS NOS MARES

sobre

pujados,
que são
obscuros
agnósticos
iniciados.

Comerciantes
Incontestáveis
que a remotas
eras sonhavam
com um filho
tropical como
agora para
narrar seus
sonhos
saudosa
mente;

Cá estou
Aventureiros
desmedidos
imponente
vadio trans
bordo borda
grande mar
que é terra.

Sempre se avista
pórticos salgados
dos mares dos sonhos

correria dos fetos


pra onde olho vejo mulheres grávidas
pra onde elas olham nunca estou.

Se você me ligar antes de mais nada vou dizer já sei. Atravessarei tudo que estiver falando como escritor de monólogos. Vou reclamar isto era pra ser uma poesia. Vou refrescar sua memória de você mesmo
já que anda esquecida. Pessoa tragada pelas certezas que possui de vida, que vida? Você. Você?! Eu não, você.

pra onde não olho elas engravidam
pra onde elas nunca olham estou.

pepitas do mal (estudo sobre Goya)

Goya - alucinação das coisas ignoradas.

E na rua se esconde à maneira poeta
errante nocivo frente a borda dos edifícios
farejando o tombar nos subúrbios das calçadas
corre ante luz tão baça tortura deliciosa
cospe espuma veneno puro odio

tenaz é pecado

transvalorante transparente

tri três vezes megistos máximo

O homem - frente à rapsódia da vida, 1 títere

fuma kiff no huka dourado
sono da morte o olvido perfeito
subterrâneo de mitos que jazem nos altares podres
antipunho despótico mas doente
ópio abnega a imensidão do que é sem contorno
nada iguala a tensão destes dias mancos,
como o momento furtacor que abranda oceanos
abre o cofre escondido no oriente
profética tribo das pupilas ardentes
manadas de demônios espíritos humilhados
com a vista viciada em tardias visões noturnas:

Frouxo é o arrependimento.

Sacerdote, profeta, rei e nada disso/tudo isso
ambrosia e néctar no vinho e no pão
se embriaga de sol feito um deserdado
devora tempo chuva trovão, mais que vendaval
sombras chamados não atendidos horror
suspira em dois pagamentos simples empacotado.

Vou dormir tempo que me resta.

papo 22

Tua doidera marulha de frente pra vidraça,
na vitrine que nunca teve razão de ser.
Falamos de crises. Tragetória conspiratória
pulsando invisibilidade. MATO - ME !
METO - MA ! As criaturas vem lendo livros errados,
Estão perdidos. Mas não a gente! Eu leio
livros da pulsação mesmo sem buscar êxtase
algum. Apenas mineirais em portas cerradas.
Palavras amigáveis, eles estranhos, elas circulantes.
Todos sorrindo. Uma dança em volta da fogueira.
Comia 1 hot dog sintomático com molho de profecia
e mostarda apocalíptica. Respondi pela acusação
do poste:

- Procuram nos envelhecer antes do tempo. Mandado!

passante



Mais vigor nú passeia
luz vaga brilho vaidade santa
cheio de fome sobe desmaiado
eixo da cidade está putrefato,

Venta cego selvagem
espanta folhas abatidas
afundamos a penumbra solidão
sob profunda calçada de concreto,

Você emudece Nós caminhamos
vai o expressionista sem teto
voa pesado sem cantar
seu capuz da K.K.K. em farrapos,

Caminha espremido entre muros
terra nivelando carne suturada do sexo
sem espaço pra explodir
diante da beira do meio,

Sussurra uivos nazis
espaços sem espaço - passante
escancara sua boca
seca a marquise
mas trinca logo depois,
esconde loucura a máscara
que protege tua cara carcomida
querendo ser fácil ser pessoa
fácil queria ser uma fácil pessoa.

UMA ODE ÀS FAMÍLIAS MAGNATAS DE SP !

AOS MAGNATAS,

o fato de saberem ser super heróis
infalíveis me aguça sabedoria
tragada de vocês.

SUAS VIDAS SÃO COMO QUADRINHOS

Seus rolls-royce motor cars
obras de arte modernistas o futurismo
de megalópole em suas contas
perfurmes contratos & idas a cassinos
apartamentos de temporadas
casas campestres animais premiados
posições políticas programas de t.v.
estações de rádio sobrenomes exóticos
Brasília de 15 em 15 dias sopas de crutácios
flores na lapela sobretudos bem cortados
lipo light bioplastia carboxiterapia phydias
manthus pele linda no verão incrível concentração
de renda caridades estampadas em colunas sociais
investimentos em toda américa latina canal do
panamá doha eventos culturais agendados
privatizações alta costura tolerância religiosa
partidas de tênis pescarias no araguaia gados
no paraguay jatinhos aulas de mergulho
e pesca submarina drenagem linfática
blefaroplastia rinoplastia dermolipéctomia
inventários heranças e tensões édipianas
festas de togas em casas grandes coloniais
famílias amigas sociedade e social antiquarios
boutiques em veludo escuro um mar de contas
galerias de arte


faisão cordeiro cervo javali ovas de peixe
amor pelo trabalho vinhedos em lorraine
caçadas vastos acervos culto ao apolíneo
visitas ao STF beijing 4 vezes ao ano

médicos judeus
professores russos
paisagistas orientais

jóias restaurantes magníficos o jet set
vanguardista tradicional inebriado !

Sempre apurados sobre
as questões contemporâneas acadêmicas
o frescor de um novo livro uma garrafa
de crémant de bordeaux uma pera macia
cruzeiros ilhas gregas costa da croácia
lagos suiços charutos cubanos jogos
dados rolando roleta fog londrino
black tie gel no cabelo perfeito penteado
anéis pulseiras brincos batom paris
na primavera NY antes do natal
bora bora nas núpicias amantes
em resorts top less em prainhas
desertas na bahia helicóptero
particular quadricículos
iate transoceânico escritórios
nas alturas amplas vistas
comerciais motocicletas de
colecionador amigos influentes
fazendas em goiás e no paranapanema
mosquetes napoleônicos adagas das ilhas baleares
espadas do periodo Kamakura
loucura euforia hapenings overdoses
em noites de delírios bacanais
dionisíacos arpas violinos
pré estréias esculturas
colunas dóricas reproduções
e originais matisses hokusais
modiglianis poloks rothkos
monets ou portinaris
fontes orquiídeas rococó
afrescos barrocos falcões
pianos de cauda chás beneficentes
jogos de polo punta del leste
campos de jordão são petersburgo
viena chamonix-mont-blanc
veleiro em ilha bela
e todo o resto o cotidiano
veloz e dinâmico.

Seus filhos brilhantes
conversas fantásticas
insights conceituais
tão gregos arrojados
clássicos neo clássicos
fazem moda em milão
aforismos sonetos
baladas boston san
francisco L.A. miami
no spring break todos
os primos digam a eles
que não se preucupem
tanto assim com a poesia
não precisam se expor
tanto, guarde-as
como lindos diários
vovó vai presentear
seus queridos netinhos
com cadernos sofisticados
acabamento de marfim.

Gostaria de louvar tudo em
uma grande talagada afim de
abarcar essa grandiloquência
social de barras douradas
o grande surto de Webber
não imaginaria seu parque
industrial potente como
um filho selvagem tropical
barras douradas visões platinadas
bolinhas de champagne
lágrimas nobres salões
sociedades douradas
dry martinis douradas
barras cofres inimagináveis
sistemas de segurança
muros cerca eletrificadas
cães treinados clarabóias
cursos de tiro e auto defesa
vicissitudes públicas
boa forma saúde
paladar bom gosto
iniciativa energia
hobbys brinquedinhos
wagner chopin jogging
totens ameríndios
animais empalhados
terracotas aztecas ...

Aterro

perco o parco
pouco apurado
pro papel
& a tinta

em movimento
parado diante
da baía

pouco importa.

só este gosto vago
de espuma que
chega pelo ar
& se perde.

mais um desatino

saco plástico
caixa de papelão
fita adesiva

mutilam meus esforços

plastico papelão & fita adesiva.

pereço diante da fúria de moira

é isso o destino
deuses brincam
com desatinos.

desatino

buscando mais alto

o contorno da terra,



declaro-me. parasita.

dogma da razão

organização.técnica - burocracia.

o macaco índio arcaico

banana quer apito?
só vacilão ...
literatura é que
em mim não sou.

HAIKENADA

OLHO PRO ALTO
PINGA COLÍRIO
TÁ CAÍDO O FIRMAMENTO .

tum tum tum

sem cartazes
sem propaganda
invisível é a esté
tica.

na orla dos bueiros



o mar se abriu
numa quarta
se expandiu e
o oceano ficou
pequeno como
1 globinho.

para pés
passos
ou pernadas

para nado
braçadas.

pra noite toda
intocada fumaça
que no diluvio
da mente:

se traga
ardente.

friedrich triste




aprendemos a ver
as coisas de
outro modo,

nós nos tornamos
modestos em tudo.

uns senhores falavam
da favela do morro da favela
e também falavam do pasmado.

do terreno da cidade de deus,
melhor localização de jacaré
paguá.

eles falam
e mais,

linha amarela
mario dantas
antigamente

as casas
pensavam no futuro?
quem, no futuro?

no fundo da cidade de deus
além daquelas casinhas

os apartamentos
mataram aquele lugar,

porque ali quando o bicho pega

meu filho

fica tudo parado.

o que ta rolando
é um pega pega
na c.d.d.

empurrando
estupidez nos
anúncios

estimulando
idiopatia nos
comerciais

acabando com o vigor
de um dia ensolarado.



onde vibram as notícias
se reviram os canteiros.


CRISE




PORQUE JÁ FOI DESVENDADO
O MISTÉRIO DO OTÁRIO INTERIOR

em um ato de bravura
supra humano à energia,

usando a cadeia onde
o prana foi ingerido
até o vício por devotos
da paciência bestial

quando a música das 3
sílabas atingiu portas
da percepção. num dia
de alvorada vermelha
e verde. o gênio humano
murmurou:

- UHG!?

e o que era trevas se incendiou
o que era mau sorriu de forma
decadente e o que era pesadelo

virou uma orgia boca
com dentes canibais.

se cruzavam os braços,
se abraçaram até quebrar
ossos membros bebendo
suor.

o mistério se consumiu,

porém;

o otário interior segue

está nos livros
nas páginas,

está de pé
sorrindo
ao teu
redor.

cansaço





Nunca é sempre



sabe que mais?



é sempre deste jeito
que não se escolhe,



entendeu a beleza?

intro



influi
silencia
mas
não
cala.



tempo
passa


silêncio


pode
calar ?


a cabeça

pode ?

ja sei
a cabeça
não cala
o silêncio
não pode


e a morte ?
e a morte ?


uma canção
é o tempo


e a morte ?



se falo
da vida
é da morte
que falo

se penso
no tempo
é na morte
que penso
porque leio
porque compro
porque sonho
sempre a morte
bem viva



porque não
conheço
não mereço
não posso esconder
não posso discordar
destes monges
ou do próprio buda
na cara grande


tudo aqui passa
só quero saber


ainda vou ter esse medo
ou esse fascínio
dela o grande ideal
o maior espetáculo
a façanha da respiração
A MORTE que não deixa
o sétimo selo - a morte
espreita sem preconceitos
é sempre dela que tenho fome
e me desespero
porque pensem nisso
ela é pra todos
mesmo sem sabermos
ao certo


se a morte é vida
ou se a vida
é que é morte .


é tão solitário
vazio

pareço tão
doentio



é de sentir calafrios
se vamos todos morrer
se estamos todos mortos
se tudo é uma questão de tempo
e em fato de muito pouco tempo
porque fazemos as coisas desse jeito
quer dizer de que jeito as coisas são
eu penso na minha morte
e por isso quero cada vez mais
- o eterno na vida -
quero cada vez mais
descobrir se há o silencio
se há como calar a cabeça


se há como matar
essa cabeça


se há cabeça
depois da morte

ou se há morte
depois da morte
vida depois da vida


ou se há vida
depois da morte
da cabeça

ou se há cabeça .


invisível de se pensar

mais ainda contar calma.

o prazer é triste alegre
nesse blues fatídico santo
feito pra ser queimado
numa lata de lixo aqui
na introspecção.



pensando em borges


e se não estiver
com vontade de
expressar meus
sentimentos ?

de afirmar
qualquer
pensar ?

a coisa que
mais me
apavora,

é esquecer
de todas as
coisas.

mas o nome importa ?

é sempre
o latido
lá de fora
atirado pela
janela

-fechada aberta-

que
importa ?

é sempre
o latido de
fora vindo

longínquo
& rouco.

derrete-me
o kaos


aquele eu
que também
ouve crianças
da janela.

logo essas
crianças me
ultrapassam &
transformam-se
em latido rouco

sem chorar
morte alguma

janela aberta
ou fechada

não importa
a diferença
no caso de
qualquer
fresta.

o latido
ao longe

a voz
de criança
ultrapassa
& me mata.

sem ao menos
encostar em mim
ou ainda - sem
desejar mal algum.

aos imortais



a realidade
sendo espinhosa
demais pro meu
grande caráter ;

um sonho
que não era
em tudo
um sonho.


cogumelos sombrios

era pra ser
& agora
era pra ser
um encontro
& agora

sei lá o que escrever

sei aqui o que escrevo

mergulhei no
mediterrâneo

de novo

sonhei estar na CHINA
esta noite cogumelos sombrios.

louca iludida cega humanidade

( p/ Henry Miller)




... mais uma vez

só este mês mais de cem

alguém me afirma

acho que você não tá bem

discutem
minha

aparência

incoerência

digo INCOERÊNCIA ?!

- se não me pareço bem -

to ótimo
sou ninguém


feliz
sim
feliz

não


mas mais além do que quis/fiz


nada NADA
é a primavera eu me lembro
& me lembro &
AAAAAAAAAAAHHHHH
ME LEMBRO ! faz quatro
ou cinco outonos:


eu flutuava num banco de pedra
vadiando na sombra a encantar
o farfalhar sinuoso das folhas secas

de..............um.....................bambuzal


que nunca quase
mais que sempre
absolutamente

para todos momentos
todos momentos os momentos

cumprirá a trilha sonora do meu
............................................escapismo .

SE LIGA !





a pergunta



é posta em
questão
quando
já se sabe
da resposta


estimam
a resposta



a questão
gira em torno
da sinceridade
na resposta que
é a pergunta certa

- e o erro -

é encontrar
com facilidade
e sem mistérios
qualquer solução.


bem vindo








fui
atropelado.


ao ouvir gritos de aviso

- mais pareciam de horror -

medo da morte

era tarde.






a colisão atingira meu corpo
& fui pelos ares direto pro chão.

orgulhoso

levantei

me parecendo

que o certo era esperar

fiz errado

agora sigo



no caminho dos não intocáveis


ao menos



danço com a miséria dos homens
sujos em carne viva
que brilham também
& sabem disso.

PORQUE ASSASSINARAM LOUCOS !

via de rochas
vinhedos de sangue
lençóis suados
saliva de pólvora
foram matando
loucos & secando
lágrimas.

foram poucos
padecendo por
sinceridade de
vida esquecida
década por década
- geração à manía -
lúcida limpa
luminosa
inumana.

apesar de cantos
angústias minerais
o apito ensurdeceu
todos e o tato
tornou - se pálido
em clausura
evidente,
mortos vivos
ridicularizam
memórias
sonhos.

a poesia
desapareceu
simples;
até quando
o tinir
sufocará
retalhos
de solidão
não questiono.

sei que toda
maldição é
batida pelo
tempo pela
areia & vivo
a amar os
inimigos da
grande poesia
intraduzível
para postes
para pontes
fios & escolas
cassetetes
capacetes
telefones
relógios
bate papos
papais bundudos.

hoje minha
profunda
intocada
AAH ! - tristeza
vai contra
a beleza
de gesso
deixada
aos risos
sadios.

a tristeza
em mim
reflete
gozo
vida
ir ver
qual
prazer
de só
buscar
redenção
ferida
destes dias
de agora
esquecidos.






lamento feliz


herói das ruas
grande salvador
nosso maior orgulho
presente desejado
façanha do destino
amor infindável
música eterna
tempo espaço
& amenidade.

calor de abraços
durante bela dança
pois todos esperam
pelo potencial da vida
enquanto estiver sempre
nas nossas mãos que são tolas .

:.. do reino da dinamarca ..:




E assim a cor nativa da vontade
desbota, sob a palidez do pensamento.

representando 2500 budas



numa rota desértica
no longínquo oriente
um remoto monge
seguindo sua visão
escavou em falésias
sobre o leito seco de
antigos cursos d'água .


tinha por ideal,
esculpir 1000 budas
nas paredes de argila
em posições auspiciosas


& mesmo contando
durante árduo labor
com a devoção de
tantos aprendizes,
há quem diga que
tudo isso é fruto da loucura.

AH ! que tosqueira


Distante & irreal
é a memória

- é animação

com bonecos
de massinha.
citando Ginsberg citando Blake
- os rubros olhos do leão
deixarão escorrer
lágrimas de ouro.

toxicomania

após 13:00
& ele ao telefone
quanto mais cedo melhor
certidão de óbito original,
nada de cópias
isso não vem ao caso
oh Ana! aquela parada lá, tive vendo
realmente
isso não vem ao caso

escrevo blocos de papel
polidas pedras na chuva.

almoço à
luz de velas
vinho branco
gosto de
veneno.

sorvo doses de brutalidade,
toxicomania não me faz mal
mas não sou o bom exemplo.

iluminação na sombra


11:20 da manhã agora 11:21,

Rio de Janeiro
sol e comercio
dia em que
tudo está decidido.


O leme acordou

como sempre desperto
acordei escondido
sem querer acordo,
sei lá!

Não acordo
não quero me explicar,
gostaria que explicação
perdesse o prestigio!

Certa ocasião vivi uma intensidade

bastante leve e espontânea - sorri
pois testemunhei o tempo parar;
sem explicações!

Numa outra ocasião testemunhei a
revelação que havia pedido,
estava andando de camelo tranqüilo
não vou dar mais explicações.

A ocasião agora é esclarecedora

para todos os meus sentidos,
não se explica algo precioso,

erguem ruínas pelas cidades,
à vista dos homens,

construo vida nos meus versos.

Se é que são meus,
que são versos esses
afagos EGOMANÍACOS
à existência;

no meio disto tudo, o que leva,
leva a estrada,
quero deitar
deixar meu corpo à sombra

encostar minha cabeça
alcançar a vista deste céu
que me admira enquanto
a vida por aqui respira.

natureza morta 2


CASO 1 CAVALO VOADOR
CAGUE NA TUA CABEÇA;

- SORRIA -

VOCÊ FAZ PARTE
DA MINHA
POESIA.

MEU CERCO A STALINGRADO

(uma ode à noite de granada)

AVE CÉSAR !

cuidaram dos vermelhos
cuidado comigo.

AVE MARIA DA RÚSSIA !
aves no céu, vôo recorrente
e sim - por favor
muito mais cerveja .

natureza morta


UH!
tu quebra a cara
mais do que
eu sou, mas
espero

[ cálculo de espuma
ou gosto do mar ]

acima de tudo
o instante louco
das lágrimas
deste ventre.

vou junto !
- você;
à morte ?

::alegria revisitada::

animais
dentro da cabeça
matéria de fora
barco oceano
mar vento azul
crispas de horizonte
marinheiro a vela
centenas de aves
centenas de metros
céu sem limites
- estamos numa deriva
no mar dos sargaços.

fotos de agora
a pouco dez
centímetros
dois motoristas
a merda que o
cara fez saindo
cantando pneu
desembarque mochila
nas costas cidades
encantadas
ruas únicas principais
verdadeira zona
corrompendo
doutrinas doces
movimentos

dos quadris
transcendentais.

não.
ótimo dia
para se estar
melancólico
não fosse
alegria generosa
que aparece
como pequenas
notas dobradas
em papéis amarelados
o caráter forte
de quem cumpre
seu dever desbravado
com ternura
e batidas marciais .
silvos inúmeros
dos pássaros
desejando saúde
tudo correndo
como um rio
a luz a vida
a mente abraçando
qualquer vaga
lembrança calma.

ainda não
vai ser agora
respirar para
os lados e ouvir
diversas músicas
gorilas da planície
sonhos marroquinos
ventos do deserto
águas das montanhas
movimento de corpos
reflexo de gotas
leves caindo por
encostas selvagens
lobos do mato
arbustos espinhosos
flores que nascem

nas areias.

estar nas mãos e
corpo a corpo
a quem nos permite
rolar num abraço
pular num poço
dormir debaixo
de uma pedra
cheia encontrar
flores nos seus lugares
andar em trilhas
lágrimas palmas
palmas bater mãos
tocar seios molhar
tudo irrigar clarões
de céus rosados.


acordar durante
a tarde andar
por aí perceber
que está dormindo
e então andar por aí
fazer o que tem
que ser feito perceber
que estava dormindo
e depois de grande
esforço acordar e
andar por aí
sem fazer porra

nenhuma.

é foi o tempo de amigos

encostados nos carros
da esquina onde
a penumbra da luz
tremula saindo do poste
de concreto iluminando
menos que o olhar de
bandidos que passavam
encarando e na cabeça
de uma criança que
observava havia uma
chance em vida para
todos os homens de
encontrarem a fonte
inesgotável de amor
o pente interminável
de rajadas da criação
tiroteio de energia

virtuosa.

todas as noites que
aparecem nas tardes
e fogem das expectativas
todas as madrugadas sem

esperanças porque
aquele que espera
merece mesmo é ir
pra casa e dormir quieto
ou chorando dormir
calado sufocando debaixo
dos lençois sozinho
sem escolha sem carência
além da tua vida todo
resto do planeta respira
saliva e regurgita se
familiariza com a
trajetória sem
antecedentes
portanto não
se esqueça daquilo
não se lembre de
mim e mesmo assim
não passe por isso
e por tudo que
acontece e ou
possa não deixar
de acontecer e
mais ou tudo que
possa não acontecer
no cotidiano talvez
uma ida a praia ou
a prática de um esporte
ou a vontade de
colocar-se frente a
algo criado pelas
estações onde o
clima em uma cadeia
de acontecimentos de
inúmeras ordens
simultâneas extremamente

orgânicas e físicas que
fazem com que a
cada dia o sol ou a
lua não faça igual ao
que ela possa ter
feito antes em
relação a tua
posição parada ou
em movimento em
relação a algo para
fazer com que a
contemplação da
magnitude de tudo
que acontece
enquanto acontece
tudo contigo ou
que se foda não
aconteça nada
na TERRA.

a pessoa abre o
portão é colocaram
poste com relógio e
canta o motor
ronca combustão
cortaram o fio a
casa ficou sem
luz primo louco
cortaram a luz
dele e tinha mais
é que cortar
meteu o cadeado
só pra perturbar e
a empresa é goda
foi lá arrombou o
cadeado ele nem ta
mais morando por lá
- PROMOÇÃO
É PROMOÇÃO –
gritos nas ruas ao
lado um exército de
camelôs coluna bárbara
sedenta e fidelíssima
dinheiro é dinheiro
a gente faz um
descontinho vem
três vezes acho
que na quarta ela
compra ou não os
miolos dela voaram
pelos ares até
encontrar o chão
ela não pedia ajuda
foi buscar seu
casaco no asfalto
mataram um idoso
cuidado com aquela
esquina ela viu a
senhora esmagada o
ônibus arrasou com
tudo naturalmente
ela virou caiu e
foi isso o que
aconteceu.


todos a postos
atenção vai ser
dada a largada
confusão é fato
temporada de
caça safados
ganhando fortunas
na loteria paralela
teve um cardeal que
botou todo mundo
na roda e já
falaram que a
festa vai continuar
quebra quebra é
a proxima parada e
ainda falam que
por aqui que
existe sacanagem
mas é aqui ali em
todo lugar o mundo
faz parte do esquema
o povo tá esquentando
é uma vergonha coisa
de empresário agora
eu quero ver tá toda a
gente falando os
jornais todos fingem
dar importância e
a questão física é
mais importante
na Tunísia tem um
brasileiro fugido
é coisa de maluco
em qualquer lugar
do mundo é .


antes de dormir
tranquilo não se
pode derrotar o
que não faz parte
nunca ninguém me
perguntou sobre nada
mesmo e nem pra
você perguntaram
ninguém te pergunta
se você concorda com
alguma coisa me
apertaram as bolas e
meu pau mesmo assim
na cara dura eu tava
em frente ao fornalha
ali perto da P.J. na
calçada ela virou para
trás mostrou os dentes
a língua e eu longe
de estar sem graça
pensava que o vício
é amigo de amigos
é conversa fiada
tocam o meu coração
eu to bem querendo
um pouco de contato
me lembro e não tremo
sei que o caminho é
longo as vezes eu
tento imginar como
pode estar tudo por lá.


bom dia ela me
disse eu ia perguntar
se era com sanfona
ela disse meu marido
prefere com sanfona
na hora pensei que
prefiro o bandoneon
e que também amo a
sanfona mas ninguém
me perguntou nada!
OLHA A CHUVA! isso
me deixa satisfeito
ninguém nada mesmo
me perguntou embora
eu queira tango sonho
ouvindo lamentos
apaixonados.

o corpo como os
sons de saltos tocando
o chão e o apito do
guarda o olhar na
vitrine o som do pneu
na água a poça suja
lavando as intenções
sonhos de avatares
pitorescos buzinas fora
de ritmo vozes desafinadas
dos que passam sem
controlar as mentes
difusas que esbarram
entre si com guarda
chuvas em eus rasos e
vesgos que sofrem de
pressa quando na real
a perfeição rola e se mija
por toda essa

ignorância agitada.

AH !!!!! existe o
terno e a gravata
existe a rainha
da inglaterra
existe uma etnia
temida por todos na
África existe a

cordilheira dos andes
histórias infantis
existe ecos no meu
pensamento ela espirrou e

ninguém gritou SAÚDE
para cada lugar existe um
enigma a ser decifrado
existem rios sagrados no
mundo e quantas praias
que ainda irei contemplar

narcóticos e homens e a
vida que se faz durante a
noite fria.

junkies correndo atrás
na fissura impulso oceânico
da minha mente os olhos

formando vagas a expressão
em formas de rochedos
e o coração uma
caverna com espumas
salinas - os mutilados
os fortes os velhos
os belos os tesouros
as minas terrestres
as aventuras heróis
vilões a antiguidade
e essa era lanches
e chás que expandem

a consciência a
esquizofrenia
que assusta e revela e
salva e mata a palavra
justiça a lei dos homens
as idéias dos homens a
cadeira elétrica a árvore
de natal o homem
bomba governantes o
voto o corte da navalha
sorriso de uma criança
o abraço de um pai.


olha lá a cara dele
é de cana ele
tem cara de cana
num tem ? joga a
caixa vem joga larga
tem uma no canto
ele veio da rua pegou
as caixas de papelão
que é o negócio dele
pegou a última caixa
com sua camisa enfeitada

agradeceu e foi embora
sem embaraço aquele
cara poderia ser o salvador
dos sonhos caso não
tivesse que alimentar
seis bocas em casa
caso tivesse mais tempo
ele é o evangelho louco
e todos os poros do
seu corpo eclodem o
amor existente nos
corpos dos homens
ele puxa o carro de
burro pesado repleto
de papelão pela chuva
fina entre o barulho do
diesel no motor de um
caminhão acelerando
ele ultrapassa andaimes
outros esperam para
atravessar a rua outros
limpam postes com cartazes
de ciganos ou de compra
e venda de ouro porém
a moeda do cara é o
papelão e ele devagar
vai com seus passos
iluminados.


ao anti crônica
valente que anda com
hora marcada os que
caminham por esta
terra acampada pelo
mercado das ruas onde
tan tans atravessam
espíritos você que
esbarrou nela joga
minha energia faz com
que brilhe mente a
ponto de causar uma
dor por não saber o
que se pode fazer é
ótima a refeição dos
nossos dias tudo que
foi dito todas predições
na nossa cara
espantalhos choram nos

campanários porém eu
que ando pulo como
você não fico preso ao
solo às lágrimas estamos
vivos pulsando queremos

acabar com tudo isso
vamos inundar os cemitérios
que não param de crescer !! !

ouvi grilos no bueiro !

passei pedalando
& não estava só
parece brincadeira loucura
ilusão mas existe um
lugar chamado A TERRA

PROMETIDA eu ouvi
grilos no bueiro! passei
de bicicleta CUIDADO
COMIGO ! é demais tudo
isso eu grito para que
todos os que existem
até para os que escolheram
viver como estátuas de
cera com sorrisos de coluna
social com o nariz apontando a

abóbada celeste eu grito
que eu amo a vida em todos
vocês sem distinção crianças

sadias e loucas velhas
mal educadas todo o planeta
cabe no meu abraço
não vou me cansar disso
aqui ! posso até não ser
bom o bastante e isso
me alegra ainda mais eu
amo não ser bom o bastante
no olhar único do ser de
todas as pessoas que
vem e vão ééééééééé
essa noite vamos todos
fazer sexo fazer amor
vamos nos juntar aos
grilos numa serenata
eu eu sou nós vocês
todos da porra tudo
do orgasmo do solo
da luz da garoa fina.


presta atenção presto
pro fim pro não
pra preguiça ou pro
problema pra que
tremer tanto cuidado
prefiro praticar aprender
livre que prender assim
sózinho bandeira da nação
traição idéia de república
fabulosa invenção papel de

dinheiro papel de pão
cidadão ?! AH !!!!! faça - me
favor pra que tanta razão
gasta com tanta falta de
sentido de sentimento pra
que tanto esquecimento ?
prefiro pregar como um
prático o princípio

pragmático
em prol da libertação

da alma humana
alçando vôo no
interior da terra ar fogo
água é o composto alquimia

pacífica cor vermelha do
sangue borolento.

safados passaram a
investigação pra o ministério

público desse modo
safadeza canalhice o
fórum privilegia safados

políticos ladrões
tantos envolvidos em
comum acordo eles
passam o negócio e
assim lavam mãos
enchem barrigas
enquanto morrem homens

mulheres nas ruas que
são iluminados magros
é incrivel suas vibrações
andam ao lado de espíritos

superiores ou espíritos
superiores andam ao
lado deles ou eles são
tão iluminados e superiores
que são os próprios
espíritos e os espíritos
são eles aqui em carne e
osso nesta vida agora
até a morte é demais .
de pensar que a
realidade não diz
respeito às pesquisas
ainda existe voto de
cabresto churrasco
sacos de cesta básica
vinte pares de botinas
declarações debochadas.


contradição e conteúdo
pessoa é contra
outra contradiz
ética é interessante
discurso ponderações
meios fins e esse
é um modo quer dizer
existe modo existe
argumento existe o que
quiser existir tanto faz
razão pura prática simples
sobre complexa outra
forma mesma forma
básico livro a importância
o que você acharia
linguagem sorrisinhos
aparência filosofia
circo bobo palhaçada
sala de aula cadeira
tablado quadro negro
o véu da ilusão.


de saia verde pelo
reflexo do vidro
de capacete azul
uniforme sujo de
tinta de bolsa
vermelha camisa
rosa chapéu
laranja pulseira
tipo colômbia
reservas para quarta
feira sete doidos
sentados lado a
lado como se
estivessem no
puleiro outros de
pé conversando
aplaudiram a
garota feia que
passou andando e
sorrindo para eles.
história marginais
ao lado de verdadeiras
lendas sedados
em coma a dez
anos na areia
escaldante

do verão.

acabaram de subir
um balde com a
corda e um dois
apertaram o cigarro
numa boa todo
mundo fumou o
que quis e na festa
que rolou os mais
doidos eram eles
suas histórias são
as melhores os doidos
quando se dispersam
logo se reencontram
cheios de histórias
pra contar camisa
listada de manga
comprida - VIVA A
REVOLUÇÃO DO
LIBIDO PERDIDO
evocaremos a saudação
de um novo partido
os desiludidos unidos

que margeiam tudo
andar em brasas
procurar & destruir
estimular novos
neurônios tirar
fotos de ângulos
retos diretos no
agir de quem não
se engana PORQUE
quem se engana é
aquele que está
sempre certo.

onde quando porque
como tudo pode
acontecer assim o
corpo se espalha
deitado com o rosto
relaxado uma pessoa
por mais que seja
muito mais e nada
a mais por mais que
realmente possa provar
que é muito mais que
isso é uma só pessoa
eu estava no rosto
luzes sons radiantes
era tudo mesmo que
eu gostaria agora
sem passado ou futuro
tudo o que gostaria
agora um caminho

para seguir .

- o par de meias de lã
para pés femininos pés
pequenos e frios pés
macios e belos pés
de pernas macias e
belas pés do corpo
feminino macio belo
inteligente é foi na
noite passada. na noite
passada eu encontrei
um estado de espírito
que havia se desmantelado
com o tempo com o
caminho solitário
na noite sonhei durante
o sono coisas razas
fiz uma escolha simples o
simples me encontrou
enquanto voava durante
o sonho.


a porta está aberta
- na rua onde passam
milhares de encontros
a curva da pista que
faz o cruzamento
é movimentada e
a esquina é o
caos saindo da
placenta é
deus paranóico
entorpecido com
a mente repleta
de visões cada dia
é uma fuga em
massa da caverna
já to de saco cheio
deste despertar
se soltar de grilhões
logo de manhã pra
poder curtir a vida
só carpe diem pros
alforriados tudo
inicia termina se
expande nos sonhos
oxalá a noite que
chora a tarde que
sufoca agoniza a
manhã que redime
ou o contrário ou o
avesso ou o inverso
LIQUIDAÇÃO MALUCA !!
eu ia lá hoje mesmo
faz a festa essa noite
cumpre anos do filho
mais novo mais
velho filho do meio.
o bicho homem é
problema tem
uma frente fria
chegando acho
que ficará até o fim
de semana em todos
lugares do planeta
em todas ocasiões
por onde quer que
se olhe se observe.
na verdade não
me lembro direito
o que aconteceu
mesmo assim acho
que consegui alguma
coisa e de pensar
em tudo o que eu
passei estou passando
vou passar fico louco!

cheiro de churrascos
nas ruas na rodoviária
existe mais de vinte

churrasqueiros barulhentos
a filha da baiana comanda
os espetinhos na farofa
tudo na rua na calçada
continuo resistindo
forte vivo feito rocha
com uma precisão
matemática intuitiva a
vida te atropela e depois
ela continua se levanta
pra preparar a guarda

armas não salvam vidas
por falar em vidas não
vou perguntar por nada.


na praia quebra mar
em muros do ponto
onde todos estão aceitos
é deixa eu te contar
algo que sei sobre
essa hora que afunda
os espíritos deixa eu
te mostrar o que se
deve fazer para libertar
sua cabeça me deixa
a vontade para devorar
seu coração sorrir
com o teu sorriso
me deixa te ensinar
como se deve olhar
para as pessoas na
eternidade me dá
espaço para eu
mostrar o sorriso
nada é mais bonito

que afirmar que ama
tudo e que o
ato de bravura não
passa pela violência
AH NÃO !! eu gostaria
de mostrar pra vocês
gostaria de falar aos
seus ouvidos !

se fosse mais uma
segunda feira e o
mundo todo estivesse

atravessando a labuta
envenenada se fosse
uma segunda feira
terça não seria nada
domingo seria mais
uma desculpa e o
tempo estaria calculado
se hoje não fosse
segunda feira
ontem não teria nada
de domingo a praia
largas faixas de
areia as praias todas
lotadas estariam repletas
de vidas e existência
pois nada perderia seu

equilíbrio tudo estaria
no caminho das
pedras poemas.

dentro do carro
com verdadeiros
amigos já durante a
noite em um destes
dias velozes que
duram pra sempre
durante o retorno
destas vidas foi
quando avistei eu
mesmo fora dali em
outras épocas não
tão distante assim
tudo acontecendo
estava cada vez
mais distante daquilo
que um dia me trouxe
para perto da vista
que passava diante
do nariz eu fiquei
perplexo com a
impessoalidade da
distancia mesmo
cansado de sentir a
falta do que viví
mesmo tentando
impor os pés no
chão sabia como
ainda sei que
simultaneamente
eu vivendo naquela
noite de dentro do
carro ela vivendo
naquela noite onde
quer que fosse nós
dois à parte em
lugares diferentes não

importávamos pro
que acontece
com todos em qualquer
canto em qualquer
situação pois tudo
continuava na

cidade no campo
nas montanhas
florestas nas
profundezas no
alto nos sonhos
tudo era levado
continuamente
impossível e
foi assim que
retornei àquela
outra vida minha
deitada na grama
em meio as flores
caídas do

ipê amarelo.

todo dia de manhã
de tarde de noite
todo dia é eternidade
sempre as pessoas
andam param elas
nascem morrem
sempre na eternidade
os políticos roubam
na eternidade a
polícia oprime na
eternidade essa porra
de milícias fardadas
olhando atravessado
cheios de má intenção
e telepatia criminosa
e os bandidos vivem
na eternidade se
armam se matam
odeiam amam na
eternidade também
assim como o que
vem debaixo destas
ruas destes prédios
desta história política
sim tudo na eternidade
o país é uma idéia
o poder as grandes
cidades a capital o
campo as praias
desertas essa feira
livre este clima
tropical este calor
a retórica essa
energia que está
destruindo o planeta
todas as madrugadas
residem na eternidade
as idéias que perecem
entre os homens
lugares que continuam
depois que os corpos
dos homens perecem
estão na eternidade
VOCÊ mesmo que vive
a cada dia perece
cada dia e dança
eu que não existo
na eternidade
vivo e pereço nela.

ARGH !



um primata
VOCIFERA
pro meu cor
ação relógio.

homem lata


um.

ja perdi
o medo
de amar
até o c
humbo
& como
um pal
haço fu
turista
vejo o
milag
re na g
raxa .

dois.

o lixo
e o as
falto
coloc
o no
pedes
tal, in
condi
cional
mente,
& sem
perce
ber sa
io cada
vez m
enos d
e casa.

para-zita

amando
paredes
& confir
mando
concr
etos en
latando
meu am
or pelo
cimen
to & fer
rugem.a

dorando
coisas err
adas ape
nas porq
ue tudo
é tão do
coletivo .

..terceiro devaneio..


a vida uma vez dada
não pode durar para sempre
a vida da vez dadá
cospe & baba inutilmente

aqui não sei como não estão
asiáticos numa praia nervosos

perfilados há cinco séculos
novamente o super sendo caçado

quem resitiu a tantas pode resistir
o acusado nada tem a declarar
idoso indócil atrás do arbusto

opaco entre os dois exércitos

sem espanto natural a tiracolo
no momento desesperador único
que precede outra batalha.

::poética política nacional::

.......
invadindo mitologias bárbaras, Júpter
interagiu por mais uma Deusa ancestral
imaculada; usando seu clarão fálico
logo fecundou-a por trás e pela frente,
moeu os grãos férteis da divindade.
colheu fruto vasto para seu pantheòn
restrito; temperou-o na arrebentação,
e cantou uma ode a navegantes perdidos.
sua solução foi rasgar-lhe o útero e
espreitar o ventre, espetar nas costas,
deslocar a bacia e queimar os joelhos,
atar-lhe os pulsos finos a um arreio
sem fronteiras e esperar que a mata,
sobre o corpo, preparasse a nação.

APOLOGIA A LOUCURA



Apito caos na compulsão.
Deus! Teu objeto.

Quero criar como senhor.
Mesmo que mate-o.
Falso pastor.

Com requintes de crueldade.

Imitando-o. Amando-o.

tango!

as mulheres
derrubam
prateleiras

vigorosamente,

mesmo em lances de desalinho,

não falta vapor
passos,

penteados exatos .


pele
percorrendo pelas costas

nas gavetas do omoplata à mostra
queimadas de sol e sombra .

sinta santo

através da vista ardendo
o verso se impõe instantâneo
numa dinâmica matemática
antemão ao plasma sanguíneo.

transborda movimento
tão extravagante &
cheio de sentimento
o mergulho da entidade
poética apalermada
com o trêmulo suspiro
da cidade grande.

na calçada o tecido sutil
foi pisado - a lingua secou.
um fóssil de poema
esconde - se nas entranhas
do estômago daquele
velho corpo cortado.
um bairro é uma memória
ruas & pontos de ônibus
redes de esgoto
oráculos imaculados.

até do cinza
a lição reflete.

aposentados
guardas gordos
pessoas verdes
traficantes amarelados
bichas (homens-mulheres)
turistas índios
angolanos enfermeiras &
putas de muleta.

todos eles querendo
ser santos.

morto no oceano índico

falta de atrito
na profunda filosofia

nossa parcela
na inexistência
deste certo que é certo
corroendo o erro
pouco a pouco - naufraga .


quero coração
de mais uma juventude doentia .

porque o beletrismo, baby ?

Os negócios vão de mal a pior
em Copacabana

mas na beira do mar
o amor se exclama !

As manchetes causam mal estar

aos indicadores da capital

mas na beira do mar
o amor é festival !

Semana passada
acertei 3 dezenas
o jogo acumulou,

ontem acertei uma
nem sei quem ganhou.

Na beirinha do mar
amor é azarão
baby, por favor dê razão !

Eu quis surrar

o beletrismo

dar uma coça
na musa enciclopédica.

Me dê razão, baby.
Aproveita e dança.

Inventei o que
precisava matar;


esquartejar,

atração injetada
beleza arrombada
curra subcutânea
abissal: normal
porretear pessoas erradas ?

Resto

levando
o trote
ativo demais,

enquanto escuto
entocado

a farra,
o pagode oculto;

botando pra cavalgar
meu relincho interno
a noite toda pelo
resto da vida.

soneto dos mares através do tempo

Se as estrelas magníficas vias
refletidas do céu para espuma
e divididas pelo leme acima
guiavam frotas de madeira,


Certamente eram os sonhos
de um mel celestial imanente
a marreta mor dessa lógica
que impõe o pensamento .

A escrita das tabuletas mercantis,
a náutica dos poemas numéricos
calculavam vidas vindas venturas .

Sempre um épico de 78.000 versos
cunhado junto das nobres pedras,
peles de leopardo, argonautas e naus .

poesia para massas (versão revisada)

massa: corpos emaranhados numa aglutinação metafísica do coito subterrâneo sobre a representação . volte sempre um schopenhauer dissimulado – massas ! deixei minha cabeça pra voar à vontade desde pequeno. os homens invisíveis. CARA. eles gostaram da trama PORQUE? alquimia iluminação na arena minha cabeça me via da arquibancada torcendo pro que mesmo ? sei lá faço a mínima idéia! uma: fresta na janela vejo um guindaste laranja ao alto voando um pombo em outro plano reflexo do vidro no azul do céu de barcelona . praia de barceloneta onde na areia se esconde fragmentos de cores gastas. onde o jovem buñuel suspirou com uma baguete na mão. onde dali se auto empalou numa insônia distante. onde muitos amantes se repartiram ao meio escondidos nas sombras da madrugada no verão escaldante de temporadas antigas & sem limites. o mar mediterrâneo tem uma cor especial uma veia larga de azeite & sal uma salada de rotas & costas arqueadas daqui até meus cálculos perdidos. carboidrato: homem massa servil & santo. massas prestes acesas tragadas até virar cinza. massas libertinas de pernas withmianas crescem como relvas selvagens - na real - massa simulacra! sim no fim trago começo escrevo da linha desde início final para estourar galáxias em cada letra. se realmente apetece viva toda segurança de não entender leia de forma cega palavras vida própria massas despertas labor todo dia ainda sem sol - não queira saber porque por favor falso somente leia sem se perguntar que loucura é essa pergunte louco eu primeiro - pra teu fim . o que te precede me antecede. antes precede teus pais antecedendo os pais deles massas homens carnes jogadas em covas coletivas nos precedem pela historia tipo plataforma política. de qualquer forma o indivíduo já nasce derrotado pelo coletivo - o coletivo de deuses sugere morte. somos seres frágeis que a todo momento fingem enganar deus & o mundo - o mundo segue & vive transformando - se momento a momento resistindo para nosso ritual. tenho meus totens minha maravilha manifesta. acredito na palavra assim como na morte mas só por causa da poesia deixei meu orgulho de lado em favor da dignidade. vou chegar a um ponto mesmo sem ninguém (eu também) saber do que estou tratando serei morto cortando eras de vontades premeditadas falsas vontades abstratas nas telas de cine que se idiotizam pelas esquinas. virtude não se aprende . vontade liberta : pensam que as ações injustas sobem a morada dos deuses. levadas por asas. e que lá. junto de júpiter. ao vê-las. faz justiça aos mortais? mas o próprio céu inteiro. se júpiter escrevesse as faltas dos vivos. não chegaria. o próprio deus não chegaria nem a ler. nem a repartir as punições. não. a justiça. está em qualquer lugar aqui perto. abram apenas os olhos. eurípides brincando enfermo entendido da eternidade sobre o olhar no futuro que é teatro profanado por caracteres cunhados em papéis sujos mau interpetrados com valor distribuído nas bolsas de tóquio são paulo wall street. valoro o que está por cima & por baixo crescendo pra matar a fome. poema na bandeja como prosa nascida de uma horta rupestre como banquete extraído de um palácio repleto de empregados. creio que deveria escrever mais pra fazer com que entenda melhor - mas não. isso aqui é um começo que vira final & eu termino o começo neste fim .poeta : magnetismo do erro . cada verso um despejo em floreio para coroar a falta de exatidão contida quando se mente falando a verdade . vai. diz o que verdade ! diz o que . poeta : magnetismo do erro . cada verso um despejo em floreio para coroar a falta de exatidão contida quando se mente falando a verdade . vai. diz o que verdade ! diz o que . poeta: magnetismo do erro . cada verso um despejo em floreio para coroar a falta de exatidão contida quando se mente falando a verdade . vai. diz o que verdade ! diz o que . md:ma mas mais vazio permanente na barriga de quem ama tanto que prefere a parede sendo porta & olha pela janela revisitada a fonte da saudade fumo um cigarro direção rua do cemitério espetáculo do encontro premeditado em que ato? cálculo intimista perfeito maior até que a juventude. já escrevi demais já cansei a vista já pensei tanto já andei muito - longe de sentir cansaço nunca vai ser o bastante porque tudo continua no instante eterno em que uma voz réquiem dentro da minha mente me fala em húngaro sobre um tio da bulgária que dança musica clássica desde pequeno na época em que seu mundo era vermelho & as cortinas de ferro sem burger king não podiam se perder nos mares de batata frita & coca com gelo. ouvi dizer que em modelos de estado totalitaristas haviam homens ricos & hoje milionários da transilvânia falam & babam a pobreza & violência crescente mas sem desespero porque propaganda & liberdade dissimulada caminham juntas com a sábia república democrática catimbera . o mundo é um hotel sem reservas & com diária cara demais ou então uma fantasia alienante confunde o entendimento rude do mistério que passa voando como um clipe preto branco mudo com cartas na manga latas de solvente . sempre se pode ir mais adiante nas areias dos desertos que jazem em jardins internos das cabeças presas na multidão de meio dia. devem ser felizes os insetos - um escorpião ou escaravelhos de hoje descendem da linhagem real de deuses antigos - existe um escorpião suicida vivo agora perto de alexandria que a 237 sortidas vidas era filho de um faraó obscuro pintado a lata como um cachorro perto de pegar um resfriado na festa de música negra que rola aqui no bairro naufragado de barcelona suja de cocaína nos subúrbios da juventude de cabelos engraçados. vivo sinteticamente escondido entre duas musicas eletrônicas minimalistas . ponte: mosquito grudado na pele aberta dela . diziam que pulou chorando . diziam que estava farta que estava rota diziam que estava doente bipolar de tanta mágoa. diziam que ela sem vida respirava pontos cardeais desnorteados - pulou pra que ? amigas (mas ela nunca teve amigas) diziam foi por egoísmo. um senhor de cavanhaque branco & capote rasgado perguntou se era niilista enquanto tremia de memória . egoísmo?! vibrei em frente aos seus cabelos negros grudados no emplastro vermelho do suicídio voando pouco mais acima das pessoas tarde da noite. dizem que foi por filosofia . pulou a ponte & sua cara foi de encontro com uma carreta de carga desmiolando tudo que poderia ter visto & tinha que ser no instante quando noite faz sem sombra a manhã quando sem luz ou penumbra almas se arrastam nas portas das padarias em espera . suspirei & percebi que gostaria de aproximar mais a vista fui indo proximidade rosto disforme & num macabro lampejo um sorriso da morta foi maior do que qualquer furor - rua: chora asfalto pisado incoerência divinal sem = ou sem + nem - choro & dizem que faz bem pra alma (na real não to nem aí) .dizem que faz faz bem pra saúde : vou descendo uma rua no born skate velho lixa gasta rodinha solta nariz gelado. faz frio ?! pode ser que sim mas tanto faz mesmo (na real não to nem aí pra nada) . estoura dropa & chora ! tema: russo em um bairro tropical de poucas ruas algumas esquinas duas comunidades que se cruzam & uma praia que quer todos em sua onda - onda sempre foi desde criança fazer amizades sem desconfiar da tragédia vital responsável evidente por sufocar & depois deixar a alma se elevar como uma ode inspirada em musas eternizadas pela pedra do leme idealizada no eterno monte hélicon - minha face encostada na areia ouvindo o murmúrio da espuma arrastando novas conchas & moedas antigas. nado até a praia do anel arfando ou pela trilha dos pescadores para ver urca singrando sua distância militar da praia vermelha ou o próprio forte do leme ao lado da escola sempre perto & distante hoje tão perto & distante. vou voando por sobre meus lugares favoritos passando pelos quartos dos meus amigos como vela flamejante - fiquem longe de problemas - polícia - maldade que pune que usurpa tempo destina falta de horizonte clausura o sol de cada dia que o sofrimento possa ver o mar todos os dias e se deixe voar. pedra : portuguesa cheia de ponta na testa aberta ter vários parafusos no osso partido em dois tres lugares placas de platina tiro na carne cova fantasma no meio do mato intocado na favela falta de amor peste frio social se sentir feio mais fraco burro incapaz. amedrontar sem querer. ter paranóia neurose fraquezas ser humano & viver sentindo fome da vida - de mais! pesadelo solitário no seu cubículo de noite nunca arranjar emprego viver de bico sem um puto no bolso nunca arranjar curso na vida dinheiro pro ônibus sujo cheio de baratas dinheiro pra cerveja dinheiro pra festa dinheiro pro pão. pior de tudo pode ser bem pior que isso. preso como algum peso ser preso indesejado ser preso fudido nunca mais ter a possibilidade de um bom sono que seja. ser preso enjaulado na umidade esgoto na fossa sem luz do sol com as moscas. perder liberdade por um crime cometido a revelia um crime anterior a nossa vida um crime que inexiste - crime coletivo histórico (brasil) - crime sofrido ancestral que açoita o desespero .de : veras dia revoltaglobal. www . cat: praça jaume primeiro :el govern contra el poble A BAIX L`ESTAT D`EXCEPIO !A BAIX EL DICTADOR MUSHARRAF ! MUSHARRRRRAF TRONTOLLA A BAIX ! A BAIX! - chefe de diretório dos representantes paquistaneses de barcelona gritando esgoelado pra massa dos locutórios que aplaudia inflamada ou simplesmente olhava pra fachada de algum prédio vestindo túnica & sandália marrom mão pra trás viajando sobre um kebab em poblenou depois daquilo tudo. displicente em sua paciência milenar me olhou mas não entendeu nada - aliat incondicional dels estats units - mas que porra é essa?! ele pensou em urdu quando tentou ler o panfleto sem entender nada de catalão .passei perto ninguém viu nada. ninguém nunca infinitamente VÊ nada quando a luz invade a vista & tudo se reflete no seu sistema nervoso treinado bobo que pede comida dando a patinha que nem cachorro mimado ou uiva & corre de forma lupina altas horas da lua ? iluminada lateral visigoda da esquina ramblas plaça catalunya mossos d'esquadra todos de preto coberto escudo uniforme capacete gigante contra uma massa anarco-furiosa bradando pelas oito horas da noite tambores & bombas junto da bandeira anti fascista tremulando pelo fim de mitos & heróis opressores. foram magros jovens mais de mil vozes arrasaram o limite jogando molotvs pedras quebrando as vidraças da propriedade queimando batendo na policia sim mas respondendo a uma agressão anterior & posterior a juventude. batalha campal sem fim ou principio mas que faz o coração bater de forma pesada forte & parece que inflama a tua energia vital respiração sem algoz para abater uma poesia ou uma visão mesmo que a gente realmente não veja nada - ninguém vê nada: infinitamente VÊ nada quando a luz invade a vista . foto: da alma poucas palavras & uma coisa - a sombra é seca . na chuva ou tristeza ela permanece na falta que me faz - ela é igual - sombra seca cortando por onde sigo passos que cada minuto esperam um choque no corpo que mostre pra sombra como é bom se molhar & sim traga o afago que tanto pede mesmo muda a alma. reco : reco na praia perto da paralela de frente pro pico como sempre marcando território debaixo do coqueiro - sombra. sarna de leve no pelo rajado uma feridinha antiga já melhorando & moscas felizes cachorro deitado na areia olhando tranqüilo pensando um pensamento canino do tipo mijar ali do lado ou ratear a sombra de alguma coroa madame que ta marcando perto da barraca da margareth bombando sexta manhã de algum feriado quente perdido no tempo do campo presente pra o beiral jogado sangue areia & bola amarela na hora do auge momento do gol a motinho o verme olhando passa mas nunca para - teve uma vez que o cara da motinho caiu & voou por cima dela & ela caiu em cima dele rolando na areia de noite - lógico não precisa nem falar o quanto vagabundo gritou pra esculachar o PM: UUUAAAAAUUUUU VALEU OTAAAARRIIIIIOOOOO HAHAHAHA VACILAO BUUURRRROOOO AAAHHHH HAHAHA apoteose carburando rindo quase morrendo de tão engraçado o vacilão coçando a cabeça levantando totalmente arrependido de querer se mostrar dando algum tipo de salto arrojado pensando que ia tirar A onda . difícil esquecer foi muito engraçado & com certeza o cão tava por lá meditando como um guru pulguento já sem dentes latido rouco que anda com o ritmo de quem domina as ruas. mina : mora no leblon & vai pra praia no leme ! revolucionária ? que?! invadiu o casamento do filho do césar maia com uns malucos no estilo protesto violento não quer nem saber faz o que quer okupa casas enfrenta a polícia ouvindo caetano?!! SÉRIO SACANAGEM ninguém precisa saber a equação perfeita do calor destes versos & eu não sei o que aconteceu procurei em um sebo onde se consegue encontrar muitos livros sobre magia ciência & convulsão social do exagero pictórico. li nuvens semeadas por sonhos torcidos pela falta de frente de cara dos quintais criativos das pessoas. tssss !! demais isso adorei o processo criativo exatamente esse . vidas outras vidas vidas que não são suas inventar o que não é seu (parei debaixo da marquise amarrei o sapato – chuva) várias pessoas falando o que achavam foi muito tempo em menos de uma hora a mistura de situações onde nada tem a ver com mais que nada . piotr kropotikin: DIZEM QUE QUANDO PEDIMOS A ABOLIÇÃO DO ESTADO E DE TODOS OS SEUS ÓRGÃOS, SONHAMOS COM UMA SOCIEDADE COMPOSTA DE HOMENS MELHORES DO QUE ELES SÃO NA REALIDADE. NÃO, MIL VEZES NÃO ! O QUE PEDIMOS É QUE NÃO SE FAÇAM OS HOMENS PIORES DO QUE ELES SÃO, COM SEMELHANTES INSTITUIÇÕES ! êxtase pulando no telhado quebrando a gênese dançando pedindo átomos para uma grande implosão de luz & que se expandam gestos libertários ! cólera: onde você está agora ? to velejando num revolto redemoinho nos meus cabelos negros de atitude desafiadora : ONDE VOCÊ ESTÁ AGORA ? ! :? : : ?:!?:: ?:..!!!? & nunca se acomode numa bocejada cara. um mago disse que bocejadas vão contra o poder xamãnico do transe celestial dínamo das ruas sôfregas dos olhos opalas onde o vácuo não é fugidio apesar de existirem deuses que brincam com a nossa ignorância. sucata: coleta aleatória - seletiva. sendo nada a sucata pode transvalorar - se verso vazio vazando vistas vastas vermelhas & sobretudo - vazio - o vazio da sucata é repleto de verso vencido passado vivo ali pra sempre. depois no vazio prensado na máquina do milagre da reciclagem imaterial onde leio & cuspo rumino afasto pra perto você ! música: desculpe mas sou rude (charme de maluco) . sou homem decidido & vou viver correndo como um grande comerciante das peles desnudas usando moeda do éter sem importar com o mercado externo que abalou a bolsa de algum tigre asiático em meados de qual década ? tava no sol sem dinheiro vadiando em um dia folgado imaginando como a vida poderia ser na ilusão & sem me importar com o futuro que não fosse o ato do despojo. página 368 ele disse : deus há de perdoar. !!! tudo tem dois gumes, agora tudo tem dois gumes RASKOLNIKOV mais de dois + dois os gumes inúmeros superam a humanidade jazida triste no fundo da minha taça de vinho chileno última bebida da noite de ontem primeiro gole da manhã fria de hoje com o céu maravilhoso cinza desta cidade que é só mais uma cidade suja bela gótica. bebo vinho esquento hak como um ancestral balear marujo de mares desconhecidos porque agora é hora de se pastar pelas gotículas de suor saídas das têmporas selvagens estouradas por machadas da ironia divina. reticências sobre as gosmas boreais.dinheiro: a segunda vez vai ser muito fácil. iliteratura foi pra minha parada uma teia sem tempo atrás ou a frente entende ? tanto pouco sentido dos sentimentos figurados da ciência me fez querer ser literato tropeiro no ressabio com as palavras que nem caboclo do mato. cheque pré mate dois matutos (peão!) de mais um coronel (rei?) do brasil. xadrez você ta em cheque ! universidade do crime no brasil. aqui social primeiro mundo só peão é maioria em todo lugar mas mesmo assim. dois bispos passaram por mim hoje na diagonal perto do passeio de gracia & eu cavalo doido fuzilei os seus olhares profundezas fria dos áridos infernos desses porões onde suplicam almas órfãs. quente é o paraíso com árvores frutíferas & ventres maduros salgados pelas marés mães naturezas perfeitas filhos peles negras sorrisos alvos tudo brilhando fim de tarde passeio na colina afim de pegar uns cajús & ver o por de sol lá do alto sacando a bancada de coral ! na ilha ! tinha um livro em inglês capa dura oscar wilde em alguma prateleira hoje em algum lugar que passei andando mas não me lembro onde pode ter sido & são horas que passo a me questionar se foi em algum desses sonhos logo chego : foi sim ! não importa aonde que horas antes ou depois de alguma outra ocasião foi num sonho mesmo. foi tudo. um sonho com bonequinhos de cartola & ventríloquos loucos que berravam na rua: VERDADE RAPAZ !! ninguém parou pra pensar era verdade sim era mesmo mas o que eu quis pensar foi : AHH só pode ser mentira ! me sentindo vivo.auto representação: assinar vontade negando crises éticas usando orgasmos iluminados pelo suor da criação com jorros cromáticos na tela da irreal idade anterior à produção individual que berra um manuscrito queimado. séculos inimagináveis partos parentes de um dos reis magos que ficou com preguiça de visitar o rebento na manjedoura. rei mago este da peste que sentou pra repousar na sombra no meio da trilha encantada em um vale submerso por sons de cachoeiras diáfanas & seres dançarinos. sentou pra tratar o fumo & meditar um pouco mais observando a natureza. esqueceu de tudo. vontade de solar como sol auto suficiente cantante amigo de sábios que em bando escutam as vozes das musas impressionadas pelo valor impreciso entregue deste carrossel dos homens. amando sendo amados subindo descendo de acordo com a onda migratória de todas as almas - amaciando o tempo agora que estamos vivos eu estou VIVO afirmando que represento familiares em algum ponto longínquo de uma etiópia rural donde pode ter surgido o primeiro sopro de poesia de tato de trabalho. você vivo o suficiente pra ler ou se entregar ao vazio desconhecido gerador de imagens livres cristais das causas & efeitos todos na atividade moldando com a ação um vaso de realidade material sendo vida a cada momento erguida pelo barro cósmico em nossas mãos de criadores não-criaturas . pisei no vaso pré fabricado. só um novo pra ter a forma da vontade! sua percepção - tudo que pode captar sobre matéria - o conhecimento é apenas uma influência CRIE COMO UM IGNORANTE FURIOSO até o mais sutil soneto apaixonado até a mais séria carta de despedida ou o maior gesto de entrega o mais cálido passo pra frente - como um ignorante furioso cheio de amabilidade pressentida cheio de erudição na alma leve - como um ignorante furioso que lembra da sua infância simples respira de olhos fechados qualquer jardim de seus primeiros anos ou qualquer terreno baldio qualquer tarde férias cheias de sexo - carona : volvo velho montado por um inglês hooligan até o osso que entende tudo de carro envenenado. o motorista - cara - piloto maníaco da estrada ativando o turbo sem nem usar a quinta pneu cantando & o carro no estilo banheirão ia como manteiga pela pista: lou 270km !! falava o piloto cria do bairro jamaicano lá de londres dente de ouro na frente do sorriso frenético que deixava gelado qualquer um ali. ele olhava pra minha cara & via alguma centelha lunática querendo velocidade. mais uma risada distante uma passada de mão no rosto & todos rindo do meu primo lou bebendo outra latinha de cerva massa na brasa flipando como um ceasar esquecido de roma na estrada perto de tarragona voando baixo. parada! mais uma parada na estrada entramos num bar local & wes o piloto jamaicano amigo de lou meu primo pede por uma tábua de drinks dizendo que fomos muito fodas por comprar uma garrafa de absinto. meu irmão esse pancado tá de sacanagem na moral - inglês maluco ! dez shots de drinks diferentes coloridos com fluor ou algo assim . dez desses depois & fomos pra estrada de novo curtindo 2PAC destino comunidade valenciana ou TUDO AGORA ! vamo que vamo meu primo quase chorando & eu os dois respirando absinto distante vibrando quando o carro ultrapassava 200 ele ia quase sei lá quase quase & chegamos no fim da festa dia nascendo garrafa de absinto vazia ou quase vazia caldinho de feijão fiquei emocionado com tudo mandei o wes comer salgadinhos brasileiros & o cara se amarrou no frango a passarinho lá pelas seis da manhã tava apertando a mão do sávio samba rolando solto. in:fim não existe como qualquer buraco que existe. de jeito nenhum existe fim. quem sabe de repente antes do começo bem perto dele como dois pontos: o centro deles sejam eles mesmos existindo perto separados ordenados de uma maneira sem sentido nenhum ao vago. in. fim não existe como qualquer lacuna que existe. fim & começo estão de costas pra verdade & postos a disposição aleatória repetitiva mesclada bolo de cartas ou rodadas de dados viciados pela eminência como os giros vulcânicos no centro da terra fazendo a gravidade tremer frente ao calor da massa simulacra sendo ela mesma tendo o mesmo centro da imaterialidade o mesmo centro da fuga das vistas o mesmo centro que desaparece como todo final ou início tido por verdadeiro. isso não existe. não existe como borges existe não existe como o centro do borges existe ou como a poeta ou o centro dela que é meu centro postado da mesma forma incoerente & expulsa o fim o início durante enquanto. cabelos crescem cabelos do borges da poeta meus cabelos crescendo somos relva nos campos regados por chuvas sem fim nem começo por todas elas chuvas de até ontem . futuro de hoje amanhã passado com um meio voador escrito a todo tempo pela máquina cosmogônica maestra da nossa mesma vida.friistailiandu: tava eu & badu lofan o poeta obscuro de papéis amassados riscando o horizonte descendo da fumaça enquanto uma enorme nuvem negra chegou pelo morrão invadindo o vale & o que vimos foi o creme o chantili o chanti cara pode dizer que vimos tudo que era cereja espectral descendo correndo pela trilha gritando com medo do céu desabar nas nossas cabeças & badu gritava fudeu mané corre corre eu respondia corre badu fudeu mané corre corrreee a flor no encalço gritava pelo badu espera meu amor corria ao avistar o brilho da pedrinha de cristal bruto parei peguei umas pedrinhas de cristal bem pequenas & o céu desabou. corre badu corre mané corre que o céu ta desabando a gente de chinelo se cair um raio o chantily desanda ! lofan muito bolado colé meu shock num me faz rir agora não !! pânico no frio da chapada no nosso vale amado correndo livres sem dinheiro com os pés na lama correndo com o corpo quente pensando em conversar mais depois. mas só depois de comer uma pizza apertar um & beber uma cachacinha . uma dose.labirinto: sonhos: assim como passos ..sonho.. assim sem sono taciturno sem sono de viver sonho que pode ser assim sem sono .de passar. sonho que vou contar & de pensar que a pouco tempo já não sonhava tinha deixado minha deriva como uma forca escrava - no abismo - eu. sonho de novo & gosto. esses sonhos. sonhos. que parecem o que vai acontecer sonhos prismas projetados nas paredes velhas da triste rua o sombrio solo embriagado. assim sonho por seguir sonho porque gosto da vida sonho morte porque morrer pra mim agora parece projeto distante sonho com uma presença estóica numa caminhada – eu - agora nesse devaneio solilóquio NESSA EPIFANIA quero mesmo sonhar vendo reflexo brilho dos olhos do encontro estreito poesia do jardim daqui de lá que sabemos ser nosso.barulho: tudo que passa longe do silêncio grita com gosto de AGORA britadeira no corpo riscando toda a costela. comprar briga me parece mais tema fiel me parece lema - falar escrever palavras se perdendo na fossa da esquina & viver é promessa intensa na existência. som de metais de cartago sino fúnebre de mais um homem entregue a dor das temporadas gritos rezas fina fumaça de incenso aos deuses no caudaloso movimento entre margens cheio de pedras vivas alisadas pela água fria doce que corre com calma irrigando ruídos mesmo que leves alquímicos. ruídos. relvas sonoras raízes anucleadas prótons cheios de sentimentos vácuo partido palma da mão suada orelha quente & a vista longe não perdida mas olhando como deve ser - refúgio: inspirar é bem melhor do que fazer parte. própio favorecido envelhece como memória sépia desgastada. fotografia 3x4 presa em uma cortiça superficial - TER TRAJES SEPULTADOS EM CHARLEVILLE AH MISÉRIA!! NÃO!!! possuo em minha alma um espírro cancerígeno letárgico anfíbio vida morte de suicida iluminação! preciso mergulhar mais forte na minha queda sempre. preciso curtir + o lusco fusco . não gosto que gostem por falta de originalidade. não chamo me isolo em uma sombra encontrei abráxas ébrio com meus pés atolados numa vala coberta com pétalas da cor de sangue seco. galhos pequenos partidos em formas de pérolas (thot singrou verbo para jugurta no seu palacete berbere) minha essência no jardim epicurista colhida pelas mãos da musa poeta que possui momentos de palas atena. pedras brindaram nossos reflexos se revelando por sobre um imenso caramanchão filosofal cheios de toques celebrados como matéria livre. panacéia: higiene fecunda como feijão pros enlatados bem verdinho que faça crescer a ponte para sabedoria do simples. composto - emplastros produzidos pele sobre pele causando um efeito de solução tipo bem estar de estar tudo sendo bom como sempre quase nunca acontece. compressa sem pressa alguma dois corpos prensados dispostos livremente nas extremidades da base central que é vontade de rasgar cores com vistas & olhares devolvendo sempre ao mar de uma base superior do manejo desta placa móvel que nos conecta entre a base & ela a placa móvel girando - se como línguas as vezes giram. ou alavancas. é. alavancas sendo certamente pressionadas contra a parte superior - quer dizer a parte superior evidentemente pressionando superando assim toda capacidade dessa tensão ou prensa carnal.ensaio: ser erudito & analfabeto beatífico prostrado diante da tela fria observando hebe bebendo sua cerva segunda feira ? meu eu produto da indústria que se não é laica ou luciferiana deve ou não ser doutrina cultural de porte ultra marino - teia de ressaca embaraçada confusa em um insólito coito imaginário nas barbas destes dias & versos infrutíferos cheios de sinais mau correspondidos devido ao forte odor da interferência astral deste futurismo caduco diante do vale do silício fatalista . adorno meu espírito pessimista diante da lápide benjaminiana em busca de ação. amarga seiva do mercado & sua cascata intermitente retiram minha ordem dos sentidos.